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Operações
Numéricas de uma Perspectiva Algébrica
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| Um professor estudante que eu estava a observar
numa turma da primeira classe estava a concluir uma lição
da adição, na qual um dos números a acrescentar era
0, e o outro um número até 5. Depois de os livros e os materiais
terem sido postos de lado, ela pediu às crianças para levantarem
as suas mãos se podiam dizer, sem contar ou utilizar os seus dedos,
a resposta para 4 mais 0. A maior parte das mãos foi levantada de
imediato, e as crianças acordaram que a soma era 4. Em seguida, ela
perguntou se alguém podia dizer a resposta para 0 mais 9. Depois
de uma ligeira pausa, várias crianças levantaram as suas mãos,
e Josh disse que era 9. Antes de o professor pedí-lo para explicar
a sua resposta, Emily disse em voz alta: "Eu sei quanto é 100
mais 0". Quase de imediato, ouvi outras crianças a gritarem
em sucessão e com muita excitação, "eu poso dizer
quanto é mil mais zero"; "eu sei quanto é zero mais
um milhão"; e "um zilião mais zero continua a ser
um zilião!".
A Álgebra é por vezes definida como uma aritmética generalizada ou uma linguagem para a generalização da aritmética. Todavia, a álgebra é mais do que uma série de regras para manipular símbolos; É uma forma de pensar. Quando as crianças no episódio descrito viram que podiam estender uma ideia para além de situações concretas e números pequenos, exibiram um pensamento algébrico e experimentaram o poder da matemática. O objectivo deste artigo é o de ilustrar quantos conceitos algébricos -chave podem ser informalmente desenvolvidos na área do número-e-operações no ensino primário. EXPRESSÕES E EQUAÇÕES: As crianças encontram primeiro as expressões e equações, muitas vezes chamadas frases numéricas, quando elas aprendem a registar os resultados de uma situação de adição. Por exemplo, se três patos estiveram a nadar num posso forem juntados por outros dois, a expressão simbólica 3 + 2 é utilizada para registar a acção da junção e é um nome para número de patos. A equação 3 + 2 = 5 afirma que 5 é um outro nome para o número total de patos. O sinal igual significa que 3 + 2 e 5 ambos representam o mesmo número. Muitas crianças vêem o sinal igual apenas como uma instrução para computar. Este mau conceito é reforçado cedo que se lhes mostra o formato vertical de computação para 3 + 2; A barra sobre o número de baixo é um sinal para encontrar uma resposta. É também verdade que pressionar 3 + 2 = numa calculadora resulta na forma padrão do número. Com efeito, as crianças precisam de experiências pelas quais podem ver e escrever outros tipos de frases numéricas, tais como 5 = 3 + 2 e 3 + 2 = 4 + 1. Para reforçar o conceito de que um número pode ser representado por várias e diferentes expressões, os alunos são instruídos a dizer um determinado número em várias formas diferentes, utilizando dois ou mais números e uma ou mais operações. Por exemplo, o 9 pode ser designado 4 + 3 + 2 ou 2 x 5 - 1. Numa actividade relacionada, as equações devem ser completadas para que uma expressão tenha pelo menos uma operação em cada lado do sinal igual. Por exemplo, se 7 + 5 for um lado de uma equação, um aluno pode escrever 7 + 5 = 2 x 6 ou 7 + 5 = 10 + 5 - 3. PROPRIEDADES E CONVENÇÕES:
À medida em que os alunos vão estudando as operações
e aprendem a computar, eles encontram propriedades que são inerentes
no sistema numérico e convenções que são socialmente
acordados em aspectos de linguagem simbólica. A exploração
da propriedade numérica proporciona experiências valiosas
na generalização da aritmética. As crianças
podem descobrir e compreender porque é que a ordem não importa
na adição ou na multiplicação de dois números.
Por exemplo, um aluno pode justificar que 3 x 4 = 4 x 3, mostrando como
três grupos de quatro balcões podem ser transformados em
quatro grupos de três e dizendo que as duas expressões são
simplesmente formas diferentes de representar o mesmo número. Outros
reagrupamentos mostram que 3 x 4 = 2 x 6 (duas séries de seis)
ou 3 x 4 = 12 (a forma padrão de resposta -- um 10 e dois 1's).
Os alunos aplicam a propriedade comunicativa quando eles computam 3 +
14 contando a partir de 14 em vez de 3, e 23 x 2 duplicando 23 em vez
de adicionar o 2 vinte e três vezes. Quando os alunos começam a adicionar ou a multiplicar três ou mais números, eles descobrem que independentemente da ordem pela qual realizam a computação a soma ou o produto é sempre o mesmo. As crianças muitas vezes aplicam a propriedade associativa quando estão a pensar em estratégias para resolver factos básicos. Por exemplo, 8 + 5 pode ser pensado como (8 + 2) + 3; e 6 x 8 como 2 x (3 x 8). Este princípio é também aplicado na estratégia da aritmética mental para simplificar computações, tais como 7 + 4 + 6 + 3 e 57 x 25 x 4, e como uma forma para verificar tais computações como estas, fazendo-as de duas formas diferentes. Quando os aprendizes tentam avaliar expressões como 7 - 5 - 2 e 3 + 2 x 5, eles vêem que diferentes respostas são possíveis, dependendo da ordem pela qual as operações são realizadas. Aqui, a questão é a comunicação; é necessário aprender as regras que outras pessoas que utilizam a matemática aceitaram e aplicam. As convenções de parênteses e ordem-de-operação, permitem-nos comunicar uns com os outros. Verifique que várias calculadoras de quatro funções não são programadas para regras básicas de ordem-de-operação, mas realizam operações na ordem registada. Com uma tal calculadora, 6 + 2 x 3 é computado como (6 + 2) x 3 ao invés de 6 + (2 x 3), quando a multiplicação toma precedência. A computação em cadeia é também utilizada no tipo de turma onde se pratica o cálculo mental e o professor diz em voz alta uma sequência de números e operações, tais como 8 + 5 - 3 x 7 :10 = _______. Uma das mais importantes propriedades na aritmética e na álgebra
é a lei de distribuição da multiplicação
sobre a adição. Para explorar esta ideia informalmente,
os alunos com algum conhecimento da multiplicação podem
ser pedidos a dizer quantos objectos estão num diagrama da figura
1 e, fazê-lo em mais de uma forma. Olhando para o arranjo de dois
grupos, os alunos podem ver o número dos objectos como a soma de
3 x 2 e 3 x 4. De uma outra perspectiva, encontram-se três filas
de seis objectos. Esta relação pode ser registada simbolicamente,
utilizando convenções de ordem-de-operação:
3 x 2 + 3 x 4 = 3 x (2 + 4) = 3 x 6. A lei de distribuição é muitas vezes aplicada como
uma estratégia para decifrar um facto de multiplicação
não conhecido utilizando factos conhecidos. Por exemplo, 6 x 7
pode ser concebido 6 cincos mais 6 dois ou 5 setes mais um outro sete.
Simbolicamente, 6 x 7 = 6 x (5 + 2) = 6 x 5 + 6 x 2 = 30 + 12, ou 6 x
7 = (5 + 1) x 7 = 5 x 7 + 1 x 7 = 35 + 7. O mesmo relacionamento existe entre a multiplicação e a divisão. Na ordem da figura 3, nós interpretamos 3 x 4 como três grupos de 4 e 12 a dividir por 4 como descobrindo como os grupos de quatro estão constituídos no 12. As respectivas equações confirmam que dividir por 4 é uma forma de desfazer da multiplicação por 4. A compreensão de operações inversas e a capacidade de reconhecer e escrever famílias e factos de números, permitem maior flexibilidade na computação e preparam os alunos para manipularem expressões e resolverem equações na álgebra. Por exemplo, saber que 3 + 2 = 5 e 3 = 5 - 2, são equações equivalentes, pode ajudar os alunos a compreenderem porque é que x + 2 = 5 pode ser transformado em x = 5 - 2. Devem ser dada aos alunos a oportunidade e o desafio para reflectirem sobre relacionamentos paralelos entre as quatro operações. Os alunos trabalhando em pequenos grupos podem ser instruídos a discutir como a multiplicação e a divisão são como a adição e a subtracção, e como a multiplicação e a adição são como a divisão e a subtracção. Depois, podiam resumir as suas respostas por escrito e desenhar um diagrama, tal como na figura 4, para mostrar o relacionamento. Em classes mais elevadas, os alunos devem notar e apreciar a ligação entre a regra para a subtracção de um número inteiro "acrescentar o seu oposto" e a regra para dividir por uma fracção (multiplicar pelo seu recíproco). VARIANTES: A transição da aritmética para a álgebra é marcada pela utilização de letras como objectos matemáticos. As variantes são o conceito que permite a generalização da aritmética. Uma variante é um representante de uma gama de números. Nas classes iniciais, as crianças encontram a noção da variante quando se deparam com números em falta a acrescentar (3 + m = 5), quando eles verbalizam as propriedades numéricas (qualquer número vezes zero é zero), e quando generalizam os padrões numéricos (o número de rodas é quatro vezes o número de carros). Segue-se uma discussão para utilizar as variantes nestes três contextos -- resolver equações,, generalizar propriedades e explorar relacionamentos funcionais. RESOLVER EQUAÇÕES:
Numa equação como 5 + n = 8, a variante n é o detentor
do lugar para um específico número desconhecido. A tarefa
é a de resolver o n -- encontrar um número que substituirá
o n e fazer a frase verdadeira. As crianças são primeiro
expostas a esta ideia através de problemas com números em
falta a acrescentar. A variante é normalmente representada pelo
símbolo m e é, por vezes, representada como uma marca que
cobre um número escondido, ou um quadro no qual se escreve o número
em falta. A criança pode encontrar o número desconhecido
recordando um facto de adição, utilizando advinha e texto
ou utilizando uma estratégia de contagem. GENERALIZAÇÕES: Uma
organização da turma para uma frase como n + 0 = n é
uma equação especial para ser resolvida. Quando for descoberto
que esta declaração é verdadeira para todos os números,
a equação pode ser interpretada como sendo uma forma simbólica
de afirmar que "um número + 0 é igual a si próprio".
Vindo da outra direcção, as crianças que descobriram
e verbalizaram esta regra sobre a adição do 0, tal como
na anedota inicial, podem então criar ou serem mostradas a equação
como uma forma simbólica de generalizar o padrão:
No ensino primário, o trabalho relacionado ao conceito da função foca sobre os padrões de números e o relacionamento matemático. Por exemplo, as crianças podem explorar o problema de descobrir quantos olhos estão num pequeno grupo ou na sala inteira (Howden 1989). Elas podem utilizar a contagem, figuras, ou peças para modelar o processo e, depois, registar as suas constatações num quadro (figura 5). O professor pode encorajar a turma a utilizar palavras para descreverem os padrões numéricos e generalizarem o resultado. As crianças podem relacionar o padrão "olhos" para saltar a contagem, contando de 2 em 2, ou adicionando 2 ao termo anterior. A ideia da função é encontrada quando o foco for no relacionamento entre os dois padrões; A turma é instruída a prever, sem continuar os padrões, quantos olhos teriam 10 pessoas. Ao explicar a resposta de 20 olhos, uma criança pode dizer que o número de olhos é igual ao número de pessoas acrescentado ao mesmo; ou duplicando (multiplicado por 2). Escrever a regra do padrão como m + m ou m x 2 introduz o uso de uma variante como o detentor do lugar para qualquer número. Em classes mais altas, os alunos irão aprender a convenção de escrever 2n para significar 2 x n. Esta função pode também expressa como uma equação contendo duas variantes, por exemplo, e = 2 x p ou e = 2p. É importante enfatizar que as variantes "e" e "p" são interpretadas como o número de olhos e o número de pessoas, em vez de abreviaturas dessas palavras. Esta compreensão pode ajudar as crianças a evitarem, no futuro, o tão bem documento erro implícito na escrita da equação 6S = P ao invés de S = 6P para representar a declaração de que "há seis vezes mais o número de alunos que de professores" (Clement 1982). Como uma panorâmica para função definida por 2n + 1, considero o problema de fazer triângulos utilizando palitos. Se os triângulos estiverem separados um do outro, serão necessários três palitos para cada triângulo e uma regra de padrão é 3 x m. Suponha, todavia, que triângulos partilham um lado comum. A partir do quadro ilustrado na figura 6, nós prevemos que 21 palitos são necessários para fazer dez triângulos. A regra pode ser expressa como 2 x m + 1. CONCLUSÃO: A ênfase
sobre a compreensão conceptual, os processos de pensamento e as
conexões matemáticas nas primeiras fases do ensino da matemática,
não só prepara as crianças para o estudo formal da
álgebra, como também torna o estudo do número e das
operações mais significativo e intelectualmente estimulante.
Jovens aprendizes podem encontrar padrões e regularidades e generalizar
as suas experiências com números. MATERIAL ADICIONAL: REFERÊNCIAS: Howden, Hilde. "Implementing the Standards: Patterns, Relationships,
and Functions". Arithmetic Teacher 37 (November 1989): 18-24. AUTOR: James H. Vance FONTE: Ensina a Matemática
às Crianças v 4 p282-5 Janeiro/98. O publicador da revista
é detentor dos direitos do autor deste artigo que é reproduzido
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