ABSTRACTO:
A recente investigação na instrução da matemática
exige que os educadores repensem convicções há muito
estabelecidas sobre o ensino, a aprendizagem e a avaliação.
Em particular, esta investigação sublinha a necessidade da
solução de problemas e um maior nível de pensamento
na matemática. Consistente com essas recomendações,
este artigo apresenta e ilustra quatro temas promissores para a instrução
da matemática que emanaram da investigação, envolvendo
alunos com deficiência na aprendizagem. Esses temas -- a) proporcionar
um currículo amplo e equilibrado da matemática; b) engajar
os alunos em tarefas ricas e significativas de problemas; c) acomodar as
diversas formas pelas quais as crianças aprendem; e d) encorajar
os alunos a discutirem e a justificarem as suas estratégias de solução
de problemas e suas soluções -- sugerem formas para repensar
o ensino e a aprendizagem da matemática em relação
a alunos com deficiências na aprendizagem. O currículo, a avaliação
e os padrões profissionais de ensino do National Council of Teachers
of Mathematics (NCTM; 1989, 1991, 1995), apelam para mudanças estratégicas
no ensino da matemática para todos os alunos. Essencialmente, essas
mudanças envolvem um movimento para um nível mais alto do
raciocínio e da solução de problemas matemáticos,
e envolvem o repensamento das convicções há muito estabelecidas
sobre as práticas de ensino, aprendizagem e currículos. A
prática comum tanto na educação geral e especial em
turmas, todavia, ainda reflecte uma ênfase limitada na computação.
Este foco é também reflectido no ensino diagnóstico
e nos ímpetos de avaliação (Heshusius, 1991). Essas
perspectivas sobre a instrução e avaliação,
não só são incompatíveis com a visão
dos padrões, mas são também contrárias às
constatações da investigação recente em torno
do ensino e da aprendizagem da matemática. (por exemplo, Carpenter,
Fennema, Peterson, Chiang e Loef, 1989; Englert, Terrant e Mariage, 1992;
Resnick, 1987, 1989; Thornton e Bley, 1994). O Conselho Nacional de Professores
de Matemática - National Council of Teachers of Mathematics (1989)
propôs cinco metas para o repensamento do ensino e da aprendizagem
da matemática.
O Conselho defendia que os alunos deviam (a) aprender a valorizar a matemática,
(b) tornar-se confiantes na sua capacidade de fazer a matemática,
(c) ser capazes de resolver problemas matemáticos, (d) aprender a
comunicar matematicamente e (e) aprender a raciocinar matematicamente. Para
a realização destas metas, o Conselho defende que os professores
devem diminuir a sua ênfase sobre a complexa computação
baseada no papel e lápis, diminuir a memorização de
regras e fórmulas, prática escrita "uma resposta, um
método", e o ensino pelo dizer. Estas recomendações
para a matemática em escolas são baseadas em teorias construtivistas
(i.e. Cobb & Bauersfeld, 1995; Noddings, 1990) e decorrem de uma ampla
base de investigação no ensino da matemática (Groouws,
1992). Todavia, pouco desta investigação incidiu especificamente
no ensino da matemática a alunos com deficiências na aprendizagem
(DA - LD) Além disso, poucos estudos envolvendo alunos com deficiências
na aprendizagem incidiram sobre nível mais alto de pensamento e de
solução de problemas matemáticos (Parmar & Cawlley:
esta questão; Marshall, 1988; Mastropieri, Scruggs e Shiah, 1991).
Um importante objectivo do presente artigo era o de descrever quatro grandes
temas relacionados ao pensamento mais elevado da solução de
problemas que emergeram de recentes estudos matemáticos, envolvendo
alunos com deficiências na aprendizagem.
Os temas são os seguintes: *Proporcionar um currículo de
matemática amplo e equilibrado; *engajar os alunos em tarefas ricos
e significativos de problemas; *acomodar as diversas formas pelas quais
as crianças aprendem; e *encorajar os alunos a discutirem e a justificarem
as suas estratégias de solução de problemas e as
suas soluções. Na essência, esses temas abarcam a
filosofia de que os alunos com deficiências na aprendizagem beneficiam
de programas ricos e desafiadores que promovem o pensamento matemático.
Cada um destes temas será ilustrado por exemplos de estudo de casos
extraídos de um ou mais dos quatro relatórios de investigação.
Antes de considerar os estudos de casos, apresentamos uma panorâmica
de cada um deles na próxima secção. As panorâmicas
pretendem proporcionar um contexto para descrever e discutir os estudos
de casos.
ESTUDOS ENVOLVENDO ALUNOS COM DA - LD:
ESTUDO 1: COMPREENSÃO DAS CRIANÇAS
DE NÚMEROS COM VÁRIOS ALGARISMOS: Este estudo, por Jones
et al. (1996), validou um quadro que descrevia que havia vários
níveis de pensamentos de crianças em relação
ao sentido de números com vários algarismos. O quadro em
si foi utilizado para gerar e avaliar duas versões diferentes de
um programa de instrução enfatizando o sentido numérico
nas turmas de ensino geral que incluía alunos com identificadas
incapacidades de aprendizagem. A abordagem de instrução
baseava-se no quadro, fundamentada no construtivismo social (i.e. Cobb
& Bauersfeld, 1995), mantinha a posição de que as oportunidades
de os alunos construírem conhecimento matemático decorria
de tentativas para resolver pontos de vista conflituosos num grupo, de
tentativas para construir e verbalizar uma ideia ou solução
matemática e, de modo mais genérico, de tentativas de chegar
a consenso com outros.
O programa de instrução era consistente com as recomendações
de Englert et al. (1992 e Heshusius (1991), que sugeriram que os alunos
com deficiências deviam ser desafiados com tarefas significativas
de problema capazes de promover soluções e estratégias
múltiplas. Durante o estudo, todos os alunos foram encorajados
e dados tempo para trabalharem colaborativamente para resolver problemas
de qualquer nível que pudessem obter. Uma outra esperança
era de que todos os alunos iriam partilhar e justificar o seu pensamento
de formas diferentes. Diferenças na compreensão demonstradas
por crianças nos dois grupos intrucionais, atribuiam-se em grande
medida à qualidade das experiências de solução
de problemas e ao nível das interacções dos alunos.
ESTUDO 2: O USO DA ANÁLISE
REFLECTIVA SOBRE AS PRÁTICAS INSTRUCIONAIS DE PROSPECTIVOS PROFESSORES
ELEMENTARES: Esta investigação, por Langrall, Thornton,
Jones e Malone (1996), utilizou uma abordagem de estudo de caso para investigar
os efeitos da reflexão sobre práticas instrucionais de prospectivos
professores elementares na matemática. Recomendações
da NCTM (1989, 1991). Documentos padrão proporcionaram a base para
as reflexões dos professores nas suas experiências construcionais
em turmas elementares. Os prospectivos professores participaram numa série
de onze experiências instrucionais na turma. Na primeira e na última
dessas sessões, os professores instruíram pequenos grupos
de alunos, incluindo crianças com deficiência de aprendizagem.
Análises de video e transcrições dessas aulas foram
suplementadas com outros dados, incluindo entrevistas semiestruturadas,
sessões estimuladas de recordar, documentos escritos submetidos
pelos professores e notas de investigação no terreno. Estas
fontes de dados passaram a ser o contexto para seis estudos de caso que
documentaram as mudanças nas estratégias instrucionais adoptadas
pelos professores. Esta intervenção resultou em fortes mudanças
nas práticas instrucionais desses prospectivos professores, incluindo
mudança na forma como se relacionavam com os alunos com deficiência
na aprendizagem.
As grandes mudanças incluíram (a) maior uso de tarefas
orientadas a problemas e perguntas abertas, (b) maiores expectativas para
o raciocínio e estratégias de soluções múltiplas
de estudantes, (c) maior ênfase no diálogo e na colaboração
entre os alunos; e (d) menos instrução orientada pelo professor.
Embora o foco desse estudo fosse nos prospectivos professores, a investigação
captou também ricas inter-acções de alunos entre
si e com o professor.
ESTUDO 3: APOIO A ALUNOS DA ESCOLA
SECUNDÁRIA COM BA - LD NA PRINCIPAL TURMA DE MATEMÁTICA:
O grande objectivo deste projecto de investigação, conduzido
por Borasi, Packman e Woodward (1991), era o de instituir um programa
exaustivo de desenvolvimento profissional que pudesse encorajar e apoiar
os professores de matemática do ensino médio em repensar
as suas metas e práticas de ensino para melhor responderem às
necessidades de aprendizagem de todos os seus alunos, com especial atenção
aos que têm deficiências de aprendizagem.
O Projecto foi desenvolvido por uma equipa inter-disciplinar compreendendo
educadores de matemática, um perito na aprendizagem de deficientes,
e professores tanto da matemática, como do ensino especial. O seu
quadro teórico era caracterizado por uma perspectiva construtivista
no conhecimento e na aprendizagem, um modelo de processamento de informações
da aprendizagem dos deficientes, e uma "abordagem de inquérito"
ao ensino da matemática. No centro deste projecto estava o desenvolvimento
de três unidades destinadas a ilustrar uma abordagem de inquérito
de "falta de acção" nas turmas do ensino médio
que incluíam alunos com deficiências de aprendizagem. Muitos
dados de estudo de caso sobre alunos com DA - LD foram recolhidos durante
a implementação dessas unidades em diferentes cenários
instrucionais (uma escola privada para alunos com deficiências na
aprendizagem e escolas públicas, tanto urbanas, como suburbanas,
de turmas de ensino geral). Os resultados sugerem que uma abordagem de
inquérito, complementada por modificações e adaptações
instrucionais apropriadas, pode ajudar os professores da matemática
a responderem aos desafios que acompanham uma diversa população
de estudantes. Além disso, nas turmas de matemática, informada
por uma tal abordagem, as diferenças de aprendizagem dos alunos
podem ser capitalizadas e transformadas num valor positivo no cenário
de aprendizagem.
ESTUDO 4: PROCESSOS DE SOLUÇÃO
DE PROBLEMAS MATEMÁTICOS DO ENSINO PRIMÁRIO IDENTIFICADOS
COM DA - LD: Um estudo de Behrend (1994) examinou os processos de solução
de problemas de cinco alunos da segunda e terceira classes identificados
como tendo deficiências de aprendizagem. Em conformidade com as
recomendações dos seus Programas Individualizados de Educação
(IEPs), esses alunos recebiam instruções diárias
na matemática numa sala de recursos para DA - LD. As Instruções
Cognitivamente Guiadas (Fennema & Carpenter, 1985) proporcionaram
um quadro para a avaliação das capacidades independentes
e assistidas das crianças na solução de problemas.
Foram recolhidos dados durante entrevistas individuais e em sessões
de pequenos grupos. Durante as sessões de grupo, eram colocados
problemas de palavras aos alunos, dado tempo para os resolver e eram encorajados
a partilhar as suas estratégias em discussões de grupos
inteiros. Dicas gerais ou mais explícitas, eram dadas apenas quando
fossem necessário. Behrend (1994) constatou que, dada à
oportunidade, os alunos da sua turma eram capazes de partilhar as suas
estratégias, ouvir as estratégias de outras crianças,
discutir similaridades e diferenças entre as estratégias,
justificar o seu pensamento e ajudar um ao outro a compreenderem problemas
de palavras. Embora os alunos fizessem um modelo das suas soluções
para os outros, ela constatou que o modelo do professor para as estratégias
de soluções eram raramente necessárias e, regra geral,
não promoviam melhor solução de problemas entre as
crianças. Todos os cinco alunos puderam resolver uma variedade
de
problemas, incluindo somas difíceis, subtracção,
multiplicação e problemas de palavra na divisão;
problemas com informações numéricas difíceis;
e problemas com passos múltiplos. Behrend (1994) vê que os
alunos da sua turma eram capazes de gerar e utilizar as suas próprias
estratégias de solução de problemas e que não
precisavam de ser ensinados estratégias específicas. Com
base nesta constatação, ela questionou a necessidade de
uma instrução explícita de estratégia na matemática
para alunos com deficiências de aprendizagem, e recomendou abordagens
instrucionais que utilizam processos disponíveis dos alunos na
solução dos problemas.
ILUSTRAÇÕES DE CASO DOS QUATRO
TEMAS: As quatro ilustrações de caso dos estudos
acima descritos exemplificam os temas apresentados neste artigo. Embora
alguns dos casos possam ilustrar mais do que um tema, as discussões
realçam também características salientes de cada
um dos temas.
PROPORCIONAR UM CURRÍCULO AMPLO E EQUILIBRADO
NA MATEMÁTICA: Panorâmica do Tema. Baroody e Hume
(1991) constataram que muitas crianças que experimentam dificuldades
de aprendizagem na matemática, incluindo as que têm deficiências
de aprendizagem são "deficientes no currículo".
Para esses alunos, Trafton e Claus (1994) recomendaram um currículo
mais amplo e mais equilibrado, em contraste com um currículo mais
adicional, com a sua repetitiva e desnecessária ênfase na
computação. Um currículo mais amplo pode ser estabelecido,
utilizando instruções orientadas a problemas que incorporam
uma ênfase maior no sentido numérico e no cálculo,
análise de dados, sentido especial e pensamento geométrico,
padrões e relações levando ao entendimento da álgebra
e a utilização do apoio da tecnologia (Conselho Nacional
de Professores de Matemática, 1989). A ampliação
do currículo no sentido de incluir uma variedade de domínios
da matemática não exclui, mas de facto encoraja o desenvolvimento
de habilidades apropriadas da matemática. Essencialmente, apresenta
oportunidades para diferentes tipos de pensamento e sucesso para além
do raciocínio numérico. Um tal currículo deve ser
reflectido nos IEPs das crianças. Embora não implique pôr
de lado a computação na IEP, um ímpeto alargado permite
aos alunos com deficiências de aprendizagem utilizar a matemática
de forma mais flexível, produtiva e analítica (Bley &
Thornton, 1994; Borasi, na imprensa; Enblert et al., 1992).
Ilustração de Caso: Para exemplificar o tema "currículo
amplo e equilibrado", esta secção inspira-se nos dados
de caso colhidos de dois alunos com deficiências de aprendizagem
identificadas. As ilustrações incluem um episódio
envolvendo uma aluna que chamaremos de Jana, incidindo no cálculo
mental Jones et el., 1996), e um episódio documentando o pensamento
de "Terrell" sobre a geometria (Langrall et al., 1996). Na Escala
Wechsler de Inteligência para Crianças-III, a Jana, de 9
anos, conseguiu uma média muito baixo nos sub-textos da Compreensão
Verbal e da Matemática. Porque ela tinha também algumas
dificuldades receptivas de língua e de memória auditiva,
ela foi colocada num programa próprio de deficiência de aprendizagem.
Apesar das suas dificuldades com problemas de palavra, a sua boa memória
visual e o seu interesse na matemática levou-a a que fosse colocada
com o resto da turma geral da matemática, onde ocorreu o seguinte
episódio:
A actividade começou na altura em que a turma da Sra. Tate entrou
na sala. Cada par de crianças seleccionou uma carta que mostrava
um montante de dinheiro que tinham despendido. A tarefa era de "comprar"
artigos da venda da garagem mural na parede, gastando tanto dinheiro possível
que tinham. As crianças trabalharam em pares por pouco tempo antes
de a Sra. Tate as juntar par partilharem o seu pensamento. Durante as
últimas duas semanas, a actividade de venda da garagem tinha constituído
um problema diário de matemática para as crianças
--- uma das quais tinha saído de experiências anteriores
de solução de problemas com a adição e dinheiro.
A Jana falou para si e para o seu parceiro: "Nós seleccionamos
o quadro para 38c e o cartaz para 15c -- e temos apensas 7c de troco".
Pedidos para explicarem como sabiam que tinham 7c de troco, a Jana disse:
"nós apenas pensamos sobre a Carta de 100s. Começamos
com 38 e fomos até 48, depois contamos mais 5. Portanto, pagamos
53c -- isto dá-nos 7c de troco porque tínhamos 60c para
gastar".
Este episódio ilustra como a Carta dos 100s permitiu a Jana ir
além da computação no papel e lápis. Durante
uma instrução anterior com este gráfico, a Jana sentiu-se
encorajada a indicar um dedo ao longo da Carta, à medida em que
ela contava. Em seguida, ela foi capaz de visualizar o processo da contagem
apenas pensando na Carta dos 100s. Neste caso, a Carta era um instrumento
compensatório apropriado que permitiu a Jana contar mentalmente
somas de dois algarismos.
O segundo caso centra-se no Terrell - um aluno com deficiências
de aprendizagem matriculada numa turma geral da quinta classe. Ele manifestava
pouca habilidade para raciocinar de forma abstracta e tinha problemas
de percepção visual, mas retinha informação
depois de a ter internalizado. O episódio seguinte ilustra como
o Terrell, não obstante as suas dificuldades de aprendizagem, manipulou
blocos de padrão e utilizou a sua compreensão de um modelo
de cambalhota de alto mergulho para raciocinar sobre as medidas angulares
de forma significativa. O Terrell apontou para os três trapézios
que tinha colocado em volta de um ponto no retroprojector [vide fig. 1].
Ele explicou o que Duane tinha dito ao seu grupo sobre como uma "cambalhota
de 360" a partir de um mergulho alto "gira toda". "Aqui,
três destes [trapézios] percorrem todo o caminho. Portanto,
dividimos 360 por 3 e obtivémos 120 para o ângulo grande".
À medida em que observava os grupos a trabalhar, o professor, Sr.
Adams, não tinha a certeza de que o Terrell tinha compreendido
a explicação do Duane quanto ao giro de 360 graus; ele ficou
satisfeito quando ouviu o Terrell refrasear a explicação
do Duane e, mais tarde, a apresentar voluntariamente a solução
do grupo. A expectativa do Sr. Adams de que todos os membros do grupo
seriam capazes de apresentar a solução do grupo abriu o
caminho para o Terrell verbalizar a sua estratégia de solução
dentro do seu grupo de trabalho. Expectativas como esta, que incorporam
oportunidades para as crianças com deficiências de aprendizagem
a articularem o seu pensamento, mostraram-se ajudando a aprender e a reter
situações (vide Montague, esta questão). Outros grupos
da turma tinham encontrado formas diferentes de mostrar que o ângulo
obtuso do bloco-padrão era de 120 graus. A tarefa inicial tinha
confrontado cada grupo de quatro alunos a determinar as medidas de cada
um dos ângulos do bloco-padrão. Como parte da discussão
subsequente, um mapa resumo foi feito para organizar as constatações
da turma. Estas ilustrações de caso documentam como dois
alunos com deficiências de aprendizagem foram coroados êxitos
em programas de matemática que enfatizavam um currículo
amplo e equilibrado. Quando a instrução é consistente
com as doutrinas de um tal currículo e abordagens diferentes são
valorizadas, é possível as crianças realizarem êxitos
com as suas limitações específica (Bulgren &
Montague, 1989; Cawley, Fitzmaurice-Hayes, & Shaw, 1988; Ginsburg,
esta série).
ENGAJAR OS ALUNOS EM TAREFAS RICAS E SIGNIFICATIVAS
DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS:
Panorâmica do Tema: Recomendações recentes (i.e. Concelho
Nacional de Professores de Matemática, 1989, 1991; Concelho Nacional
da Investigação, 1990) realçam a necessidade de instruções
relevantes e orientadas a problemas. A tese central dessas recomendações
é de que todos os alunos devem ser auto-confiantes "fazedores"
da matemática e, consequentemente, devem ser capazes de resolver
problemas de forma viável.
Isto requer que todos os alunos tenham oportunidades de explorar vários
tipos diferentes de problemas matemáticos e que sejam tanto esperados
e encorajados a utilizar uma variedade de estratégias na sua solução
(Conselho Nacional de Professores de Matemática, 1989).
Embora a solução de problemas tenha sido tradicionalmente
uma área difícil para vários alunos com deficiências
de aprendizagem (Montague e Bos, 1986; Wasart, 1990), Bulgren e Montague
(1989) indicaram que estes alunos podem suceder para além das duas
actuais expectativas, se forem expostos a tarefas de solução
de problema apropriadas e significativas em termos de desenvolvimento,
complementados por modificações apropriadas de instruções.
Além do mais, as crianças que experimentam dificuldades
com a computação formal, ou em recordar factos básicos,
não devem ser proibidas de se engajarem em tarefas mais desafiadoras
de solução de problemas (Cawley e Miller, 1989; Guinsburg,
esta série).
Na verdade, uma parte substancial da investigação revela
a eficácia da utilização da solução
de problemas como um meio para a aprendizagem da matemática, incluindo
factos e computação básicos (i.e. Carpenter/Moser,
1984). Quando as tarefas de solução de problemas são
suficientemente complexas, ricas e abertas, podem ser exploradas a diferentes
níveis de compreensão. Stenmark (1991) caracterizou um problema
"rico" de três formas: a) o problema leva a outros problema,
b) o problema levante outras perguntas e c) o problema tem várias
abordagens de solução. Nós podíamos acrescentar
um quarto critério: um problema faz conexões múltiplas.
Ilustração de Caso. Um exemplo de uma tarefa de solução
de problemas, complexa e rica, que foi apresentado a uma turma autónoma
de 9 alunos classificados como severamente obstacularizados na aprendizagem,
é o seguinte problema de triângulo-rectângulo: Será
que todo o triângulo é ½ de um rectângulo? Sim
ou Não? Prove-o.
O seguinte excerto de um jornal do professor, proporcionar alguma informação
tanto sobre a natureza da tarefa do problema, como o pensamento e as representações
físicas que os alunos utilizaram para resolvê-lo. Três
rapazes, trabalhando em conjunto, recortaram os triângulos coloridos
[da Folha de Trabalho do Triângulo (TWS; vide a fig. 2)], gravaram
nos triângulos em branco TWS [vide fig. 3], e formaram paralelogramas.
A sua premissa era de que "Não -- Dois triângulos iguais
não podem formar rectângulos. As formas formadas não
são rectângulos porque não têm ângulos
de 90 graus". (Stone 1993, p.54). Um [segundo] grupo de dois rapazes
deram-se permissão para recortar os
triângulos [vide
fig. 3] sobre a altitude e gravar os dois triângulos [coloridos],
um em cada lado do triângulo branco. Eles tiveram alguma dificuldade
com #3, o triângulo obtuso. Eles recortaram um pedaço ao
longo da linha do fim. Depois de terem gravado os dois pedaços
ao triângulo existente, tiveram um pequeno pedaço a salientar-se
no lado esquerdo e um pequeno buraco à direita. Eles perguntaram
se podiam recortar o pedaço e movimentá-lo. Acabaram produzindo
um rectângulo perfeito com uma base de 4 uma altura de três
(muito genial!). (Stone, 1993, p.56).
Uma rapariga trabalhou sozinha por causa de faltas. Ela também
fez o recorte de triângulos. Trabalhou de forma totalmente independente.
A sua primeira conjectura foi de todos os triângulos, à excepção
do #3 podiam formar rectângulos. Sentiu-se muito orgulhosa quando
finalmente descobriu como chegar ao #3 à semelhança do primeiro
grupo de rapazes. (Stone, 1993, p.54). Dentro de contextos de problemas
como este, os alunos com deficiências de aprendizagem são
capazes de consolidar as suas diversas energias à medida em que
vão resolvendo problemas utilizando parâmetros diferentes
e realizar êxito "dentro das suas específicas limitações"
(Borasi, in press).
Este tipo de exploração aborda a necessidade mais ampla
de confrontar os alunos no sentido de pensarem para além das expectativas
normais. Quando encarados de acordo com as características propostas
por Stenmark (1991), o problema do triângulo -- rectângulo
responde ao critério para um problema mais rico no sentido de que
a) gerou problemas de extensão, b) levantou questões sobre
formas, c)gerou soluções diferentes através da redifinição
dos parâmetros do problema, e d) abriu caminho para explorar mais
conexões. Em relação a problemas de extensão,
o grupo de crianças no primeiro cenário acabado de ser mencionado,
raciocinou correctamente que nenhum triângulo não é
metade de um rectângulo, mas sim metade de um paralelograma. Isto
levantou outro problema que foi prosseguido numa lição posterior,
"será que todo o triângulo é metade de um paralelograma?".
O segundo grupo de três rapazes redefiniu o problema da sua própria
forma e, na essência, investigou um problema de extensão:
"Pode um rectângulo ser formado mudando fisicamente dois triângulos
congruentes?" O problema levantou questões sobre a definição
de propriedade de formas. Por exemplo, quando é que um paralelograma
é um rectângulo? O problema proporcionou também uma
oportunidade para o professor dar seguimento à distinção
entre formas congruentes e formas que têm a mesma área. Dada
à diferença na interpretação e no raciocínio,
o problema deu lugar a duas soluções diferentes, mas válidas.
Num caso, presumindo que a forma do triângulo não podia ser
alterada, as crianças concluíram que não era possível
todo o triângulo ser metade de um rectângulo. No outro caso,
as crianças estabeleceram uma assunção de diferenças
-- de que a forma do triângulo podia ser alterada desde que as áreas
permanecessem as mesmas. Nesta situação, era possível
constituir um rectângulo que fosse duas vezes a área de um
determinado triângulo. Em termos de conexões, a tarefa do
problema triângulo-rectângulo abriu caminho para o professor
fazer a ligação entre áreas de triângulos e
áreas de rectângulos. A conexão natural entre a visualização
das medidas de comprimento e largura de um rectângulo e a base correspondente
- altura de um triângulo podia ser realçado numa tal instrução.
Além disso, seria possível fazer conexões entre as
áreas de um triângulo, um rectângulo e paralelograma.
Quando os alunos são dados oportunidades para se engajarem em tarefas
ricas de solução de problemas, como neste caso, os resultados
podem ser um tanto ou quanto dramáticos. Este êxito é
consistente com a investigação, documentando o facto de
que os alunos aprendem aquilo que eles têm a oportunidade de praticar.
Os alunos que tiveram muitas oportunidades para resolver problemas na
matemática, melhoraram a sua capacidade de solução
de problemas (i.e. Carpenter et al., 1989; Conselho Nacional de Professores
de Matemática, 1989; Silver, 1985).
ACOMODAR AS FORMAS DIVERSAS PELAS QUAIS AS CRIANÇAS
APRENDEM: Panorâmica do Tema: Hoje, a matemática
é vista como uma "experiência de fazer-sentido"
envolvendo conceitos e relações numéricos, lógicos
e especiais. Porque o fazer-sentido é idiossincrático, os
alunos com deficiências na aprendizagem normalmente precisam de
tempo considerável para compreender situações de
problemas e construir estratégias.
Por outro lado, se estes alunos tiverem que desenvolver pensamento matemático
a níveis mais altos e disposições mais positivas
em relação à matemática, precisam de oportunidades
correntes para explicarem as tarefas matemáticas em formas que
se coadunam com as suas capacidades de aprendizagem (Speer e Brahier,
1994). Por exemplo, os grupos de aprendizagem podem ser formados com base
em estilos de aprendizagem de complementaridade. Com esta abordagem, os
alunos com capacidades diferentes podem encontrar os seus nichos e realizarem
êxitos dentro das suas limitações específicas
(Borasi, in press).
Ilustração de Caso. Um episódio envolvendo Dan (um
pseudónimo; Behrend, 1994), é um caso pontual. Dan, um rapaz
de 9 anos de idade, recebia instruções de matemática
numa sala de recursos para pessoas com deficiências na aprendizagem.
Na escala de inteligência de Wechsler para Crianças - Revista,
a sua escala total de IQ era média, embora ele tivesse dificuldades
em processar informações múltiplas. Na altura do
estudo, estava em medicação para controlar a sua desordem
de prestação de atenção. Dan era o aluno mais
inconsistente a respeito do rendimento matemático no estudo de
Behrent (1994), A sua inconsistência era bem aparente em problemas
rotineiros de computação, onde ele tentava aplicar regras
aprendidas de forma não significativa. Por exemplo, quando perguntado
quais das duas formas (vide fig. 4a) seria a melhor para se chegar ao
total, o Dan seleccionava o exemplo à esquerda porque correspondia
à sua interpretação da regra do professor para a
adição: "as unidades vêem primeiro" (p.74).
Dan acreditava que 78 era uma resposta razoável porque o 4
era "onde devia estar
". Porque era ali onde muitas vezes
se colocava o primeiro dos números" (p.75). Todavia, quando
Dan estava perante um problema não rotineiro e era permitido resolvê-lo
flexivelmente, da sua própria forma, ele demonstrava uma capacidade
surpreendente, tal como ilustrado pela sua solução ao seguinte
problema: 19 crianças estão a apanhar um autocarro para
o Jardim Zoológico. Elas terão que se sentar a dois ou a
três em cada assento. O autocarro tem 7 assentos. Quantas crianças
terão que se sentar a 3 e quantas terão que se sentar aos
pares num assento? (Behrend, 1994, p.77). O Dan rapidamente desenhou 7
linhas para representar os 7 assentos, desenhou um círculo para
cada assento e repetiu o processo até que tivesse chegado a 19
círculos (vide fig. 4b). Este tipo de apresentação
de modelo e estratégia de contagem exemplifica o pensamento do
Dan em situações de problema para o qual um procedimento
conhecido não era prontamente disponível. Ele não
só foi capaz de resolver problemas não rotineiro, como este,
mas Behrend informou que ele era também capaz de resolver correctamente
problemas que incluíssem informações estranhas. Com
efeito, quando o professor acomodou o estilo distinto de aprendizagem
do Dan, este registou êxitos; quando se visse obrigado a utilizar
a abordagem algorítmica do professor, ele invariavelmente falhava.
A inflexibilidade de um procedimento insignificante parecia estar a inibir
a sua capacidade de reconhecer o raciocínio de uma resposta ou
a sua tentativa em estratégias alternativa. Como este caso ilustra,
a acomodação de formas diversas pelas quais as crianças
aprendem, nem sempre requerem estratégias pro-activas por parte
do professor. Pelo contrário, há vezes em que o professor
deve recuar e observar e ouvir os padrões de pensamento das crianças
para que elas possam responder e maximizar as capacidades das mesmas.
No seu estudo, Behrend (1994), constatou que os alunos com deficiências
de aprendizagem construíam e utilizavam as suas próprias
estratégias para resolver uma variada gama de tipos de problemas.
Concluiu que a instrução devia ser consolidada em torno
do entendimento actual da criança e promover o desenvolvimento
de estratégias de solução de problemas cada vez mais
eficazes, ao invés de enfatizar regras e procedimentos específicos.
Ao encontrar implicações para a instrução,
Behrend gera uma mensagem poderosa para professores com alunos diversos:
um modelo de instrução que envolve a colocação
de problemas, dando aos alunos tempo para os resolver da sua própria
forma, ouvindo as estratégias dos alunos, assistindo-os apenas
quando necessário e discutindo similaridades e diferenças
entre estratégias, proporciona muitas vantagens em relação
a outras formas de instrução. Os professores são
capazes de fazer com que a avaliação seja parte integrante
da instrução, aos alunos é dado maior controle da
sua própria aprendizagem e a matemática é vista como
um processo de fazer-sentido de relações numéricas.
A instrução passa a ser menos uma questão de seguir
instruções ou imitar o que foi apresentado como modelo,
e mais uma forma de fazer conexões ao que já existe. (p.109).
ENCORAJAR OS ALUNOS A DISCUTIREM E A JUSTIFICAREM
AS SUAS ESTRATÉGIAS DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS E SUAS
SOLUÇÕES: Panorâmica do Tema. A investigação
sugeriu que turmas em que os alunos "discutem, criticam, explicam
e, se necessário, justificam as suas interpretações
e soluções" (Cobb et al., 1991, p.6) são efectivas
em nutrir pensamento matemático. Tais abordagens orientadas a inquérito
estão em consonância com a revisão de investigação
de Scheid (1990) no ensino especial, que também enfatizou a importância
do pensamento da criança quanto às suas soluções
e justificação das mesmas. Os alunos podem comunicar e justificar
o seu pensamento e raciocínio através de escrita de jornal,
partilha de padrões, ou discussão aberta na turma inteira,
dependendo das situações e das necessidades individuais
do aluno. Depois de concluir uma tarefa de problema, os professores podem
convidar os alunos a fazer o seu pensamento ou seu registo de jornal com
um parceiro ou um pequeno grupo. Desta forma, todos os alunos terão
uma oportunidade para comunicar o seu pensamento de alguma forma, se ou
não partilhar subsequentemente a sua ideia com o grupo mais amplo.
Esta abordagem de Partilha de Pensamentos aos Pares (MacTighe e Lyman,
1988), aumenta o tipo de comunicações pessoais que são
necessárias para os alunos processarem, organizarem e reterem ideias
internamente (Pimm, 1987). Discussões abertas na turma, nas quais
os alunos explicam e justificam as suas soluções a problemas,
proporcionam um rico fórum pelo qual os alunos desenvolvem a sua
compreensão da matemática. Ao partilhar as suas ideias,
os alunos assumem propriedade da sua aprendizagem e negoceiam significados,
ao invés de unicamente confiarem na autoridade do professor (Cobb
et al., 1991). Lo, Dheatley e Smith (1991), também reportaram mudanças
positivas nas disposições dos alunos e sua auto-estima quando
eles deviam ouvir um ao outro e respeitar as ideias de cada um. Os alunos
com diversas necessidades de aprendizagem ganham crédito junto
dos seus colegas, reportando perante a turma inteira o que aprenderam
a partir da participação colectiva em trabalho de grupo
e na redacção de jornal. Sessões de informação
proporcionam também oportunidades para os alunos com menos articulação
aprenderem a partir dos seus colegas que, de certa forma, servem como
papel-modelo para pensamento mais elevado. Exposição repetida
a experiências desse género estimula a probabilidade de os
alunos com deficiências específicas iniciarem a pensar independentemente
a níveis mais altos (Scheid, 1990).
Ilustração de Caso: Borasi, Kort, Leonard e Stone (1993),
reportaram sobre uma turma de 9 nove crianças com severas deficiências
de aprendizagem, fez notar como esses alunos frequentemente escreviam
para explicar aos outros o que teriam feito e, em seguida, como criavam
pares para a partilha. De facto, as duas crianças que também
tinham desordem de prestação de atenção/hiper
actividade, sempre foram convidadas a partilharem o seu pensamento a medida
em que andavam pela sala, por forma a "se livrarem de alguma energia
em excesso" (p.143).
Num outro exemplo de Borasi et al. (1993), os alunos foram solicitados
a escreverem um artigo de jornal, descrevendo os seus processos para encontrar
o número de azulejos necessários para cobrir o chão
da sala. Um aluno, que nós chamaremos de Todd, tinha uma aguda
deficiência motora na escrita, bem como uma deficiência "numérica".
Ele foi ajudado por Borasi, um observador participante na turma, a primeiro
reconstruir e, depois, registar a sua solução num jornal.
Instado pelas perguntas do investigador, o Todd explicou como é
que ele resolveu o problema de organização dos azulejos.
Ele recusou a oferta do investigador de escrever em seu lugar, preferindo
fazê-lo ele próprio. Descreveu cada passo do seu processo
de solução em voz alta, antes de o pôr por escrito.
A tarefa de redacção de jornal foi concluída ao longo
de um período de dois dias, com o apoio das perguntas do Borasi.
No final, Todd produziu um artigo bem organizado e compreensível
que, mais tarde, Borasi transcreveu num computador para ser partilhado
com outros alunos. Reflectindo na experiência do Todd, o investigador
comentou que este é um dos trabalhos que parecem ser realmente
importantes e produtivos com um aluno que tem deficiências sérias
na escrita, como foi o caso do [Todd]; era nossa esperança que
essa experiência fosse mostrar ao [Todd]
O que ele podia realmente fazer e proporcionar um modelo para o futuro;
não esperamos que hoje ele seja capaz de fazer uma redacção
idêntica por si só ainda, mas talvez possa ser capaz de o
fazer uma segunda vez com menos ajuda e, gradualmente, aprender a fazê-lo
com o apoio de um adulto. (Borasi et al., 1993, p. 152).
COMENTÁRIOS CONCLUSIVOS: Em
consistência com recentes recomendações do Conselho
Nacional de Professores de Matemática (1989, 1991), este artigo
apresentou e ilustrou quatro temas promissores para a instrução
da matemática que emanaram de estudos recentes na matemática,
envolvendo alunos com DA.
Os temas -- a) proporcionar um currículo amplo e equilibrado da
matemática; b) engajar os alunos em tarefas ricas e significativas
de solução de problemas; c) acomodar as diversas formas
pelas quais as crianças aprendem; e d) encorajar alunos a discutirem
e a justificarem as suas estratégias de solução de
problemas e soluções -- sugerem formas para repensar o ensino
e a aprendizagem da matemática para alunos com deficiências
de aprendizagem. Dados de caso exemplificando esses temas proporcionam
uma visão do que pode acontecer quando os professores nutrirem
o pensamento matemático e derem tempo e oportunidade para os alunos
se engajarem e partilharem as suas soluções a problemas
ricos e significativos. Os alunos com deficiências cognitivas e
de processamento merecem -- e têm o potencial de - ser capacitados
matematicamente. No domínio das deficiências de aprendizagem,
relativamente, poucos estudos reflectem os temas instrucionais identificados
neste artigo. Este artigo pôs em relevo quatro estudos que ilustram
em engajamento frutífero de alunos com DA na solução
de problemas e no pensamento de alto nível. Segundo as constatações
destes estudos, recomendamos uma abordagem ampliada ao currículo
e instrução que acomode e capitalize na diversidade, no
pensamento e na aprendizagem. Embora mais investigação seja
necessária, os estudos delineados neste artigo sugerem que as habilidades
matemáticas dos alunos com DA podem ser acomodadas e capitalizadas
quando estes alunos têm oportunidades persuasivas para aprender
em programas desafiadores, amplos e bem equilibrados. Não obstante
o facto de os alunos poderem necessitar de técnicas compensatórias
apropriadas, a nossa tese é de que os programas baseados nos temas
apresentados neste artigo podem elevar o pensamento matemático
destes alunos para níveis anteriormente considerados estarem aquém
do seu alcance. Se permitir o seu punho estender ao seu alcance, então
nunca estenderá o seu alcance -- Woody Allen, 1992.
Material Adicional
FIGURA 1. Ilustração de bloco padrão de Terrel.
FIGURA 2. Papel de trabalho triangular.
FIGURA 3. Solução de dois rapazes ao problema do triângulo--rectângulo.
FIGURA 4. O trabalho do Dan.
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AUTOR: Carol A. Thornton, Cynthia W. Langrall, and Graham A. Jones.
Carol A. Thornton, PhD, é uma professora universitária
distinta no Departamento de Matemática da Universidade do Estado
de Illionois. Ela realizou uma extensiva investigação na
aprendizagem da matemática das crianças no contexto da instrução
na turma, tem um interesse especial no currículo e no desenvolvimento
do pessoal, envolvendo tanto professores do ensino geral, como do ensino
especial, e é co-autora do Ensinar Matemática a Alunos com
Deficiências de Aprendizagem (publicado por PRO-ED) e co-editora
de um livro especial de educação para o Conselho Nacional
de Professores de Matemática.
Cynthia W. Langrall, PhD, é uma professora assistente no Departamento
de Matemática da Universidade do Estado de Illinois, onde a sua
investigação foca sobre o ensino e a aprendizagem da matemática
nos níveis elementares e médios, com ênfase especial
nas práticas de instrução que acomodam diversidade
de alunos.
Graham A. Jones, PhD, é um professor visitante no Departamento
de Matemática da Universidade do Estado de Illinois . Os interesses
do Dr. Jones incluem a investigação no pensamento matemático
das crianças nos números, na probabilidade e na solução
de problemas. Ele conduziu também e reviu a investigação
na educação de professores e desenvolvimento de pessoal
que tem um impacto tanto no ensino geral, como no especial. Endereço:
Carol A. Thornton, Illinois State University, 4520 Mathematics, Normal,
IL 61790-4520.
FONTE: Jornal de Deficiências
de Aprendizagem 30 142-50 Mr/Ap'97. O publicador da revista é o
detentor do direito de propriedade deste artigo que é reproduzido
com autorização. Qualquer outras reprodução
deste artigo em violação dos direitos de propriedade, é
proibida.
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