GUIA PRÁTICO À EDUCAÇÃO - CAPÍTULO 5
COMO ENSINAR NUMA VARIEDADE DE SITUAÇÕES
Cada criança é uma pessoa individual, que se desenvolve ao seu próprio nível e de acordo com necessidades, capacidades, interesses, influência cultural, padrões de aprendizagem e comportamentos diferentes. Algumas crianças aprendem numa base essencialmente visual, enquanto que outras aprendem numa base auditiva. Algumas preferem aprendizagem individual, enquanto que outras aprendem melhor em grupos. Além disso, diferentes estilos e estratégias de aprendizagem, são exibidas em idades diferentes, quando estiverem a aprender disciplinas diferentes ou quando estiverem confrontadas com diferentes tipos de problema. Essas diferenças, por conseguinte, devem ser tomadas em consideração na selecção de métodos de ensino apropriados e actividades na turma. Esta secção proporciona uma panorâmica de diferentes métodos de ensino e aprendizagem e proporciona sugestões práticas para a sua implementação na turma.

Aprendizagem competitiva, individualística e cooperativa: Em qualquer situação social, há três formas diferentes pelas quais as pessoas individuais podem relacionar-se com a outra. Elas podem competir para ver quem é melhor, agir independetemente sem inter-agir com outros, ou trabalhar juntos para realizarem objectivos partilhados (Johnson & Johnson, 1994). Essa inter-dependência social existe continuamente. Por conseguinte, é importante que as crianças aprendam a funcionar efectivamente em todos os três tipos de situações sociais. Aprender, em qualquer área disciplinar, pode extenuar os esforços competititvos, individualísticos e/ou cooperativos dos alunos. Por exemplo, os professores podem estruturar as suas aulas para que os alunos:
Se engajem em lutas de vitória-derrota para ver quem é o melhor, utilizando uma abordagem competitiva para a aprendizagem.
Trabalhar independentemente para realizar metas ao seu próprio nível e no seu próprio espaço, a fim de estimular esforços individualísticos.
Trabalhar cooperativamente em grupos, garantindo que todos os membros dominem o material atribuído para a tarefa.

A competição é baseada numa excassez concebida e em comparações sociais. Quando se exige a competição entre os alunos, estes trabalham um contra o outro para realizar uma meta que apenas um ou pouco alunos podem realizar. Esforços individualísticos são baseados na independência e no isolamento um dos outros. Assim, quando os alunos trabalham individualmente, aprendem a realizar metas de aprendizagem não relacionadas às dos outros. Por último, a copeeração é baseada em acções conjuntas para realizar objectivos mútuos. Quando estiverem a cooperar, os alunos procuram resultados que sejam benéficos tanto para si próprios, como para outros membros do grupo (Johnson & Johnson, 1994).

Resultados de investigação (Johnson & Johnson, 1994) indicam consistentemente que a aprendizagem cooperativa é uma das formas mais importantes e poderosas para estruturar situações de aprendizagem. Promovem maior realização de aprendizagem, mais relacionamentos positivos inter-pessoais e maior auto-estima do que esforços competitivos ou individualísticos. Porém, isso não significa que a aprendizagem competitiva e indiviualística devam ser abandonadas. Cada abordagem de aprendizagem - competitiva, invidualística e cooperativa - tem o seu próprio mérito no processo de aprendizagem. Quando aplicada de forma apropriada, essas capacidades de inter-dependência formam um conjunto integrado.

Saber como estruturar a aprendizagem competitiva, individual, ou cooperativa dos alunos, é um dos aspectos mais importantes do ensino. Tal como sugerido por Johnson & Johnson (1994), a decisão deve ser tomada cautelosamente, de acordo com os seguintes critérios:
1. Quais são os objectivos da lição e da tarefa de instrução que visa atingi-los?
2. Quão importante é o objectivo da aprendizagem para os alunos?
3. Que inter-acção professor-aluno é necessária? Que assistência e orientação do professor precisam os estudantes para completar a tarefa?
4. Que inter-acção aluno-aluno é necessária? Que assistência e orientação de colegas precisam os alunos para completar a terefa?
5. Quais são as expectativas do alunos no papel que desempenham durante a lição?
6. Como deve ser organizado o espaço de aprendizagem? Para decidir a abordagem da aprendizagem, ou a combinação das abordagens da aprendizagem, para utilizar numa aula, os professores devem compreender: (1) o que são esforços cooperativos, competitivos e individualísticos? (2) as condições sob as quais essas abordagens são efectivas; (3) os papeis dos professores e dos alunos na aplicação dessas abordagens de aprendizagem.

O quadro a seguir ajudá-lo-á a pensar sobre estas questões, a fim de decidir que abordagens de aprendizagem são mais apropriadas para as suas aulas:

Quadro 2: Principais componentes de competição, invidualismo, e cooperação apropriados

COMPETIÇÃO
APROPRIADA

INDIVIDUALIZAÇÃO
APROPRIADA


COOPERAÇÃO
APROPRIADA
Tipo de
actividade


Prática, conhecimento,
recordação e revisão de capacidades

A tarefa é clara, com a especificação de regras para a competição


Aquisição de abilidades e
conhecimentos simples.

A tarefa é clara e o omportamento é especificado a fim de evitar confusão, e necessidade para ajuda extra.

Qualquer tarefa de instrução. Quanto mais conceitual e complexa for a tarefa, maior é a cooperação.

Percepção da importância do objectivo


A meta não é concebida como sendo de grande importância para os alunos, e eles podem aceitar perder ou ganhar

A meta é considerada importante para todos os alunos; os alunos procuram tarefas que sejam úteis e relevantes,
se cada um deles espera realizar o seu objectivo.

A meta é concebida como importante para todos os alunos.


Inter-acção
Professor-aluno

O professor é tido como constituindo a principal fonte de assistência, reforço e apoio. O profes sor está disponível para perguntas e esclareci-mento das regras. O professor arbitra deferendos, julga a correcção das respostas e retribui os vencedores.


O professor é tido como a principal fonte de assistência, reforço e apoio.

O professor acompanha e intervem em grupos de Aprendizagem para ensinar habilidades cooperativas.

Inter-acção
aluno-aluno

Observar outros alunos num grupo. Alguma conversa entre alunos. Alunos agrupados em grupos homogéneos para garantir igual portunidade de vencer.
Nenhuma, os alunos traba- lham sozinhos com pouca ou nenhuma inter-acção com os colegas da turma. Prolongada e intensa inter-acção entre os alunos, ajudar e artilhar, acompanhamento de colegas, prática oral de materiais em estudo e apoio e encorajamento gerais.

Expectativa
dos alunos

• Revisão de material anteriormente aprendido
•Ter uma oportunidade
igual de ganhar
•Devirtir-se com a activi-dade, ganhar ou perder
•Seguir as regras

Cada aluno espera:
• Ser deixado sózinho
• Trabalhar ao seu próprio passo
• Assumir uma parte importan- te da responsabilidade na conclusão da tarefa

• Grupo a ser vitorioso
• Todos os membros contribuem para o êxito
• Inter-acção positiva entre os membros do grupo
• Todos os membros dominam o material atribuído
Arranjo do
espaço de
aprendizagem
alunos organizados em Grupos de três ou mais
Carteiras/lugares separados com tanto espaço possível entre alunos.

Grupos pequenos
5.1: Métodos e actividades de ensino: Alguns métodos e actividades de ensino são particularmente úteis na estruturação de esforços competitivos, individualizados e cooperativos de aprendizagem. Estes incluem:
1. Trabalho em grupo.
2. Competição inter-grupos.
3. Trabalho individualizado
4. Aprendizagem activa:
  • Demostração, experiência e observação
• Trabalho de projecto
• Papel a desempenhar e drama
• Contar história
• Jogos
• Canções e danças
• Circular

5. Perguntas e respostas
6. Utilização de livros.

Trabalho em Grupo: Cada criança que se matricula na escola é parte de várias e diferentes comunidades. Por exemplo, cada uma delas pode ser membro de uma família, uma base cultural e étnica e/ou uma religião. Ao longo do tempo, as crianças podem gozar dos benefícios de se juntarem a mais uma comunidade - a comunidade do seu grupo de aprendizagem. Através do método de trabalho em grupo ou de aprendizagem cooperativa, os professores tentam criar um sentido de comunidade e de pertença entre as crianças. Criando um sentido de comunidade, proporciona às crianças habilidades e uma base que lhes preparará para a vida e o trabalho no futuro, como membros de famílias e de outras comunidades na sociedade.

A turma inteira contitui um grupo, e é útil saber como utilizar esse grupo de forma mais eficaz. As turmas podem variar no seu volume, de alguns alunos para, por vezes, mais de 100. Em turmas grandes, é difícil prestar atenção individual a cada criança. Além do mais, as pessoas tendem a comportar-se diferente quando estão em grupos grandes, em comparação com situações em que se encontram em pequenos grupos. Por exemplo, as crianças tímidas podem ser menos susceptíveis de fazer perguntas, prática, e a aplicar o que aprendem num grupo maior, enquanto que as crianças avançadas podem sentir-se cansadas e frustradas quando tiverem que esperar pelas outras. O trabalho em grupo ajuda permitir a cada criança ganhar prática e atenção adequadas através de cooperação com os seus colegas.

SUGESTÕES PRÁTICAS: Algumas formas de dividir as crianças em grupos.
Agrupar crianças amigas: Isto é por vezes útil para permitir as crianças desenvolverem as suas relações sociais e ajudarem-se umas às outras. É particularmente útil no princípio, quando as crianças podem sentir-se sós e abandonadas. Os amigos podem ter mais facilidade em se exprimir quando estiverem juntos em grupos pequenos, em vez de estarem aglomerados na turma inteira. Isso proporciona também uma oportunidade para integrar crianças acanhadas e abandonadas num grupo mais pequeno.
Agrupamento em habilidades: O agrupamento segundo habilidades significa colocar crianças com as mesmas habilidades num único grupo. Isso permite um trabalho conjunto entre as crianças brilhantes, podendo assim fazer trabalho mais complicado e avançado. Os alunos mais lentos podem também sentir-se encorajados quando virem que os outros alunos têm as mesmas dificuldades. Os métodos e os materiais de instrução devem adequar-se ao nível educacional das crianças, para garantir que todas atinjam o mesmo nível de sucesso. O agrupamento por habilidades pode ser particularmente útil no ensino multi-níveis onde crianças de diferentes idades e níveis se sentam na mesma sala de aulas mas, todavia, fazendo trabalhos diferentes.
Agrupamento por áreas de interesse: O agrupamento por áreas de interesse significa criar grupos interessados num tópico ou numa capacidade particular. Por exemplo, as crianças interessadas em insectos podem formar o seu próprio grupo, enquanto que as interessadas em danças e dramas podem formar os seus grupos. Os grupos formados segundo as suas próprias áreas de interesse podem trabalhar perfeitamente bem.
Habilidades mistas/agrupamento etário e ensino colegial: O agrupamento por habilidades mistas significa juntar alunos de diferentes níveis educacionais, habilidades ou idades, por forma a que as mais avançadas possam ajudar os seus pares. Os alunos mais avançados ou mais velhos podem, muitas vezes, sentir-se muito satisfeitos em ajudar os que não têm conseguido bom rendimento. Por outro lado, o facto de responsabilizar os alunos mais avançados pela aprendizagem dos seus colegas menos avançados, forja cooperação e pode garantir que todos tenham um rendimento melhor. Esse tipo de arranjo é, muitas vezes, útil nas disciplinas de conteúdo e relacionadas à cultura, tais como a arte, os artefactos, a mímica e o drama. Um dos problemas com que várias escolas se confrontam é a falta de materiais de instrução, tais como livros, imagens e figuras. O trabalho em grupo permite-lhe utilizar alguns materiais de instrução mais efectivamente. Por exemplo, se tiver apenas 5 livros de leitura para a turma inteira, e se dividir a sua turma em grupos mais pequenos pode garantir que todas as crianças tenham a oportunidade de ler diariamente. De igual modo, diferentes cartões e modelos de matemática podem ser partilhados por crianças em grupos pequenos.

Competição inter-grupos: A competição inter-grupos é uma combinação de cooperação e competição entre grupos. Permitir que grupos cooperativos compitam uns com os outros, começando com um tipo de competição mais saudável do que inter-pessoal. Aqui, a ênfase é mais sobre a diversão do que vencer. O que se ganha é em troca da diversão, energia e variedade no contexto da aula. A competição em equipas pode ser utilizada para várias disciplinas, tais como a soletração, a matemática e a ciência.

ESTUDO DE CASO: Aplicação de competição inter-grupos numa aula da ciência. Uma turma da ciência aprendia sobre coisas que afundam e flutuam. A turma foi subdividida em grupos de aprendizagem colectiva, e os grupos fizeram experiências com uma variedade de materiais. Uns dos materiais foi o barro. Cada grupo recebeu o mesmo peso de barro e foi instruído a construir um barco com o mesmo. À medida em que os grupos experimentavam diferentes desenhos, o professor decidia ter uma mudança entretida de velocidade estruturando uma competição na turma para ver que grupo é que podia desenhar e construir o barco que pudesse suportar mais peso. Cada grupo cooperativo foi instruído a construir o barco e a garantir que todos os elementos do grupo compreendessem o desenho. Os barcos eram então postos na água, e os pesos foram colocados dentro de cada barco até este afundar. O barco que suportasse mais peso antes de afundar era o vencedor. O grupo vencedor era anunciado e, nessa altura, a turma estudava o desenho vencedor e determinava porque é que ele era melhor que os outros. Aqui, cada grupo construía uma réplica do barco vencedor.

Fonte: Johnson & Johnson, 1994.

Trabalho individualizado: Há momentos em que as crianças serão exigidas a fazer trabalho individual. Situações individuais são mais apropriadas quando alunos devem concluir tarefas simples, tais como aprender factos específicos ou adquirir habilidades simples. Essas actividades podem ser úteis quando os alunos estão a ler, ou quando estão a fazer exercícios escritos a serem avaliados mais tarde. É indispensável que os materiais de instrução, tais como livros e cadernos, sejam disponibilizados a todos os alunos.

Aprendizagem activa: As crianças aprendem melhor quando são participantes activas no processo de aprendizagem, ao invés de serem receptores passivos de informação. Neste contexto, o papel do professor é o de facilitar a aprendizagem através de actividades capazes de ajudar as crianças a praticar as habilidades necessárias na matéria em questão. Tais actividades podem incluir: descoberta e observação, encenação e drama, contar histórias, canções e danças.

ESTUDO DE CASO : Experiências e observação numa aula de ciências. As plantas proporcionam possibilidades infinitas, tanto para demonstrações, observações e experiências. Por exemplo, pode experimentar com plantas diferentes, colocando uma na escuridão e uma outra à luz do sol, ou colocando diferentes tipos e quantidades de adubos em plantas diferentes. A plantação de sementes em diferentes tipos de solos é também uma experiência interessante. A medição e o registo do crescimento de uma planta normalmente proporciona uma experiência de aprendizagem na matemática e nas ciências.

Trabalho de Projecto: O trabalho de projecto é uma boa forma de permitir as crianças desenvolver os seus próprios interesses, a trabalhar em grupos e a aprender independentemente. Este pode ajudar a desenvolver capacidades de investigação e de análise. O trabalho de projecto que pode ser feito em qualquer espaço de aprendizagem, inclui:
  • Entrevista com os pais e outras pessoas na comunidade;
• Estudos da área vizinha (farmas, florestas, desertos, rios, oceano), ou
• Um boletim informativo da turma onde cada aluno ou grupo é responsável por diferentes tarefas

Tendo em conta que projectos são trabalhos originais e criativos, eles podem levar muito tempo. Geralmente, é suficiente fazer um projecto por período, dedicando algumas horas por semana ao projecto.

Papel a desempenhar e drama: A encenação como um modelo de aprendizagem tem raízes nas dimensões de educação tanto pessoais, como sociais (Joice & Wells, 1996). Tenta ajudar pessoas individuais a encontrar significado pessoal no seio dos seus mundos sociais e resolver dilemas sociais com a assistência do grupo social. Permite aos indivíduos trabalhar em conjunto na análise de situações sociais e no desenvolvimento de uma forma acordada para fazer face a essas situações.

Ao seu nível mais simples, a encenação é uma forma para fazer face a problemas através da acção - um problema é identificado, encenado e discutido. Alguns alunos podem encenar, enquando que outros observam. Tal como indicado por Joice e Wells (1996), o processo de encenação proporciona um exemplo livre do comportamento humano que permite aos alunos: (1) explorar os seus sentimentos; (2) saber o íntimo das suas atitudes, seus valores e suas percepções; (3) desenvolver as suas capacidades de solução de problemas; e (4) explorar a disciplina de forma variadas.

A encenação, enquando um método de ensino e aprendizagem, é particularmente apropriada em situações emergência em que as crianças podem experiementar sentimentos de ansiedade e desespero. A encenação enfatiza não só o conteúdo intelectual, mas também aspectos emocionais da vida quotidiana. Ela proporciona uma possibilidade para explorar os sentimentos dos alunos, que podem reconhecer, compreender e talvez libertar. Vários tipos de problemas podem ser explorados através da encenação, incluindo:

7. Dilemas individuais. Estes podem ocorrer quando um aluno estiver perante dois valores diferentes ou entre os seus próprios interesses e os interesses dos outros. A encenação faz com que este dilema seja acessível às crianças e ajuda-as a compreenderem porque é que ocorre e o que fazer com o mesmo.
8. Conflitos inter-pessoais. Uma grande aplicação da encenação é revelar conflitos entre as pessoas para que os alunos possam encontrar técnicas para os ultrapassar.
9. Relações inter-grupos. Problemas inter-grupos decorrentes de situações técnicas, raciais, ou culturais, ou de convicções autoritárias, podem ser explorados através da encenação. Neste contexto, a encenação pode trazer ao de leve estereótipos e prejuízos, e ajudam os alunos a compreenderem as razões de situações de conflito.
10. Problemas históricos ou contemporânneos. Estes incluem situações críticas/de emergência no passado, ou no presente, que influenciam as vidas pessoais das crianças.

Tal como sugerido por Shaftels (1967), a actividade da encenação consiste dos principais nove passos que se seguem: (1) Fazer o aquecimento do grupo; (2) Seleccionar participantes; (3) Definir o panorama; (4) Preparar observadores; (5) Encenar; (6) Discutir e avaliar; (7) re-encenação; (8) Discutir e avaliar; e (9) Partilhar experiências e generalizar. Cada um desses passos tem uma finalidade específica que contribui para focar a actividade da aprendizagem. Juntos, eles garantem que uma linha de pensamento é seguida por toda a complexidade de actividades, que os alunos estejam preparados nas suas funções, que os objectivos para a encenação sejam identificados e que a discussão subsequente proporcione uma conclusão significativa. Estas três fases e actividades são resumidas no guia da encenação na página seguinte.

SUGESTÕES PRÁTICAS: Guia de Encenação

Fase 1: Aquecimento do Grupo. Identificar ou introduzir problemas: Explicite o problema, interprete a história do problema, explore questões e expllique a encenação.
Fase 2: Seleccionar participantes. Analise os papeis, seleccione os encenadores, seleccione os observadores.
Fase 3: Estabelecer o panorama. Defina a linha de acção, volte a indicar os papeis a desempenhar, discuta a situação do problema.
Fase 4: Preparar os observadores. Decida o que procurar. Atribua tarefas aos observadores.
Fase 5: Encenação. Inicie a encenação. Mantenha a encenação. Interompa a encenação.
Fase 6: Discuta e avalie. Reveja a acção da encenação (eventos). Discuta o principal foco (Foi realista?) Desenvolva a próxima cena.
Fase 7: Reencenação. Faça encenações revistas. Sugira os passos seguintes ou alternativas de comportamento.
Fase 8: Discuta e avalie. À semelhança da fase 6.
Fase 9: Partilhe experiências e generalize. Relacione situações de problemas a experiências reais e problemas da actualidade. Explore princípios gerais de comportamento.
De: Joice & Wells, 1996

A encenação, particularmente a mudança do papel a desempenhar, é apropriada para explorar questões do género na turma. Quando os rapazes assumem os papéis das raparigas e as raparigas assumem os papéis dos rapazes, novos conceitos sobre diferenças no género podem ser ganho.
Considerações do Género

Contar histórias. Contar histórias é uma experiência de intercâmbio. Estabelece um relacionamento caloroso entre a pessoa que conta e os que ouvem, aproximando-os mais uns aos outros: adultos às crianças, crianças às crianças. Em situações de emergência, onde as crianças podem estar separadas dos seus pais e familiares, as histórias podem tocar às crianças, reduzindo a sua alienação e ansiedade, e trazendo um sentido de pertença. Além disso, as crianças a ouvir histórias durante a vida escolar pode (1) reforçar os seus impulsos criativos, particularmente na área da escrita; (2) expandir os seus interesses de leitura; e (3) manter viva a herança cultural das populações.

Contar histórias, como um método de ensino, é uma forma perfeita de envolver os pais e outros membros da comunidade na educação dos seus filhos. Eles podem trocar histórias sobre o seu passado, a cultura local e eventos sociais. As suas histórias podem ser uma mistura de legendas, mitologias, lendas, ou contos pessoais. Quando os pais e outros membros da comunidade estiverem concernentes, interessados e envolvidos na aprendizagem, eles emitem uma mensagem poderosa aos seus filhos quanto à educação. Eles inspiram as crianças.

Crianças de diferentes idades podem ser associadas a histórias, e a educação deve combinar aspectos que atraiem todos os grupos de ouvintes. Por exemplo, as crianças mais novas gostam de acção, enquanto que as mais velhas gostam de subtilezas de humor e de inter-acção entre os intervenientes.

Jogos. As crianças devem dominar um grande número de habilidades nas fases iniciais. Tal como foi descoberto na investigação sobre a metodologia de ensino, tanto na turma, como na ajuda às crianças uma-por-uma (Kaye, 1991), fazer jogos pode ser uma ajuda efectiva para as crianças aprenderem e praticarem quase todas as habilidades que são necessárias na escola. Os jogos podem estimular a capacidade da criança de recolher informações, aprender novas palavras, ler, escrever, ou contar. Os jogos podem também promover a curiosidade intelectual e o pensamento criativo na criança.

Ao mesmo tempo, os jogos são divertidos enquanto actividades de aprendizagem. Quando as crianças se sentam para fazer um jogo interessante, elas relaxam-se e concentram-se ao mesmo tempo - relaxam-se porque o jogo é interessante, e concentram-se porque o jogo representa um desafio (Kaye, 1991). Esta combinação cria um quadro perfeito de mentalidade para aprendizagem. Há várias ocasiões para os professores utilizarem actividades de jogo de 10 minutos na turma. Por exemplo, os jogos podem ser utilizados:
1. para "aquecer" a turma no início do dia;
2. para introduzir novos tópicos;
3. para modelos e prática; ou
4. para rever tópicos anteriores.

Será capaz de encontrar exemplos de jogos concebidos para a leitura, a redacção e a contagem na Parte 5 no Guia.

Canções e Danças. As canções e as danças têm um valor educacional porque proporcionam uma possibilidade para as crianças aprenderem sobre os valores culturais da sua comunidade. Embora seja difícil reservar tempo especial para canções e danças durante as horas das aulas, pode efectivamente introduzí-las como exercícios de aquecimento no início do dia.
O género é um importante elemento de cultura e é, muitas vezes
Um incentivo para a expressão artística. As canções e danças
Representam uma oportunidade para as crianças exprimirem as
Suas esperanças, os seus receios, a sua ignorância e os seus
Conhecimentos mútuos. Tanto os alunos, como os professores,
Podem explorar e exprimir ideias sobre o género, utilizando
Significados criativos e artísticos, tais como canções e danças.
Considerações do Género

Circular. Circular é um método de ensino que pode ajudá-lo a envolver todos os alunos numa actividade de aprendizagem. Cada crianças num grupo, ou numa turma, tem a sua vez para comentar num tópico, acrescentar ideias e factos nas respostas às perguntas, ou desenvolver narração de uma história. Cada criança pode falar apenas uma em cada vez. O professor define quanto tempo é que cada contribuição deve levar, à medida em que o exercício se inicia e faz uma reacção se o processo estiver fora do controlo. Esse método de ensino e aprendizagem proporciona oportunidades iguais e, em grupos mistos, ajuda as crianças a prever o que será dito por outros alunos (O'Gara, 1996).

?Fazer Perguntas. Fazer perguntas é o coração do ensino. Apresentar boas perguntas é uma das formas mais efectivas de estimular o pensamento e a aprendizagem. Esta é uma habilidade que todos os professores devem desenvolver. Garanta que seja capaz de permitir que cada criança responda as perguntas, ao invés de apenas ouvir as mais rápidos e as mais atrevidas. Pode fazer isso: (1) permitindo que as crianças escrevam as suas respostas individualmente, de forma a que todas elas tenham tempo suficiente para pensar e dar uma resposta; ou (2) utilizando trabalho em grupo para permitir que toda a criança contribua no seio de um grupo pequeno e amistoso. Isto proporcionará uma possibilidade para toda a criança contribuir na discussão. A fim de reduzir a intervenção do professor e promover participação dos alunos, pode aplicar as seguintes técnicas:
  Chamar os não-voluntários. Quando os alunos sabem que são poucos susceptíveis de ser chamados, a menos que levantem os braços, eles podem continuar a mantê-los em baixo. Os poucos alunos que levantam os braços tendem a monopolisar a experiência. Aqui, pode simplesmente anunciar que todos serão chamados, ou utilizar a Passagem em Volta para facilitar a participação activa dos que não se apresentam como voluntários.
Reorientação. A sala do professor pode ser minimizada pelas perguntas que elicitam várias respostas. Pode instruir, "esta pergunta tem várias partes. Favor dar apenas uma resposta". A reorientação tem uma vantagem adicional de encorajar os alunos a responderem-se uns aos outros.
Faça pausa por um tempo adequado. O professor deve pausar durante alguns segundos depois de fazer a perguntar e antes de chamar alguém para responde-la. Fazendo pausa, dá a cada aluno tempo para organizar o seu pensamento para uma resposta. Deve também notar que alguns alunos precisam de mais tempo para expressar do que outros. Se interromper um aluno antes de concluir, os alunos tímidos tendem a se sentirem desencorajados.
Abrir-se a respostas inesperadas. Por vezes pode ouvir respostas inesperadas dos alunos, e outras vezes, isso pode não acontecer. Quando ouvir uma resposta que não esperava, ou que julga ser inaceitável, em vez de dizer "não, isto é errado", tente esclarecer o que o aluno quer dizer.

SUGESTÕES PRÁTICAS:
Diferentes Tipos de Perguntas:
  Repetição/aprendizagem de rotina. Pedir que as crianças repitam o que já aprenderam. A isso chama-se de aprendizagem de rotina, e é importante para se recordar de fórmulas, tabuadas e regras.
Repetir. Pedir que as crianças repitam uma história que ouviram por suas próprias palavras. Esta é uma melhor forma de ensino e aprendizagem, do que uma mera aprendizagem de rotina.
Resumo. Pedir que as crianças resumam os principais pontos da matéria aprendida.
Explicação. É importante fazer perguntas como "como", "porque", "quando", "o que é" e "por quem", na turma. Depois de saber que os alunos compreenderam os factos essenciais da matéria aprendida, pode fazer perguntar para avaliar a sua compreensão. Essas perguntas pedem os alunos a explicarem as informações, os factos relacionados, as generalizações e as definições.
Expressão. Pedir que as crianças contem originais ou que que exprimam as suas próprias ideias. Isso é mais fácil na língua materna, ou numa língua que a criança já conhece bem.
Análise. Analisar conhecimento que já foi dado. Muitos exercícios exigem análise, por exemplo a divisão de objectos em categorias tais como duros/moles, grande/pequeno, forte/fraco, mamíferos/insectos/répteis. O processo de análise envolve separar informação e criar relacionamentos a fim de descobrir a sua estrutura básica, ou o seu significado subjacente. A análise inclui definir presunções, motivos e implicações. Os alunos podem identificar questões e chegar a conclusões com base em determinados factos.
Solução de problemas. A solução de problemas pode ser introduzida proporcionando um problema e vendo como as crianças podem resolver este problema. Um exemplo é ver como proporcionar acomodação habitacional própria para condições climatéricas diferentes: um clima quente contra um clima muito frio.; a necessidade para raios solares e ar, ao mesmo tempo que se evita o vento e a chuva. Ou como manter a casa limpa.
Avaliação. Perguntas sobre avaliação apelam para comentários envolvendo julgamentos, opiniões, reacções pessoais e crítica. Perguntas tais como "Na sua opinião ...?" "Pensa que...?" "Como reagiria...?" Os alunos são solicitados a darem a sua opinião e, em seguida, a darem uma base para os seus pareceres a essas perguntas. Não há certo ou errado.

5.2: Aplicações de Ensino e Aprendizagem: A utilização efectiva de aplicações de ensino e aprendizagem é importante em garantir que as experiências de aprendizagem dos alunos sejam divertidas, inter-activas e significativa. Quando estiver a planificar e preparar as suas lições, procure por recursos à sua volta que pode utilizar ou criar para tornar a aprendizagem mais significativa e mais divertida. Por exemplo, a natureza proporciona inúmeras aplicações de aprendizagem e ensino, tais como o solo, a areia, sementes, plantas, folhas, paus, pedras, insectos e água. A casa proporciona várias outras fontes de materiais de aprendizagem e ensino, tais como açucar, sal, óleo e detergentes. Pode também utilizar fotografias, mapas e quadro, como aplicações de aprendizagem e ensino nas suas aulas.

Fotografias. Uma colecção de fotografias é uma importante e poderosa aplicação de ensino e aprendizagem. Hoje, é possível fazer-se uma boa colecção a um custo mínimo. Pode fazer uma boa colecção de fotografias, a partir de jornais, revistas e brochuras. Se estiver a utilizar fotografias, tente engajar os alunos o mais activamente possível. Uma boa apresentação de perguntar irá estimular interesse, aumentar a capacidade de observação e levar a raciocínio.

SUGESTÕES PRÁTICAS: Algumas formas de utilizar fotografias nas turmas.
  Utilize fotografias para ensinar a leitura, particularmente ao nível de principiantes. Normalmente, pode escolher fotografias em relação às quais as crianças estão interessadas (avião, mãe, pai, laranja) e escreva a palavra próximo da fotografia, ou num papel separado, para que a criança possa identificar a fotografia à palavra.
Utilize as fotografias para descrição e discussão. As crianças podem descrever o que viram, o significado da fotografia, quem ou o que está na fotografia, porque é que é importante, como podia ser mudada, etc.
Utilize as fotografias para a contagem, a adição, subtracção, divisão e multiplicação. Existem objectos infindos a serem utilizados na matemática, sejam galinhas, árvores, pessoas ou outras coisas.
Utilize fotografias para jogos. Vários jogos diferentes envolvendo a matemática, a soletração, a leitura, a selecção e outras actividades, podem ser feitos com fotografias. Por exemplo, fotografias de mamíferos ou aves podem ser agrupados.
Quadro. Um quadro efectivo deve ser simples. Ele exprime um pensamento de forma tão clara que é compreendido de imediato. As cores devem ser utilizadas efectivamente para pôr em realce os pontos importantes. Tente exprimir o conceito de forma clara e evitar uma massa confusa e congestionada de mensagens. Bons quadro podem ser feitos em cartões nos quais os produtos são empacotados. Os lápis de côr e feltros são ideais, mas giz coloridos e tinta podem também ser muito úteis. As palavras escritas no quadro devem ser suficientemente grandes para todos os alunos poderem ler sem qualquer dificuldade de visão. Os alunos que se sentam no fundo da sala devem ser capazes de ler o que está escrito no quadro se este for apresentado à frente. Deixar os mapas nas paredes, é uma boa forma de encorajar a revisão do materiral aprendido pelos alunos, bem como de decorar e fazer brilhar a turma. Quadro preto. A utilização efectiva do quadro preto é uma habilidade que todos os professores devem aprender. Todos os trabalhos no quadro preto devem ser visível para todos os alunos, se este for utilizado como um ponto focal para as aulas. Pode também querer utilizar cores diferentes de giz no quadro, para enfatizar o que está a ser aprendido. Pode também pensar sobre diferentes formas de utilizar o espaço do quadro preto. Por exemplo, pode escrever a seguinte informação, regularmente:
  • Data:
• Objectivo do dia;
• Ditados e provérbios astutos; e
• Notícias, tais como datas de nascimento ou guias de cuidados de saúde.
Colecção de materiais de leitura. O material de leitura desempenha um papel importante no ensino. Mesmo que as crianças não tiverem alcançado o nível em que podem ler, encontrarão muito gozo e benefício quando estiverem a olhar as fotografias. O que faz se não tiver livros? Pode escrever alguns livros, por si próprio e pedir que os pais, os membros da comunidade e as próprias crianças escrevam outros. Algumas ideias para escrever as suas próprias ideias de leitura e livros incluem:
  Histórias sobre as crianças, escritas por elas próprias;
História e geometria da zona, escritas pelos pais, avós e outros membros da comunidade;
Canções cantadas por membros da comunidade, tais como folclóricos, cançoes de trabalho, colheitas e celebração;
Poemas tradicionais e poemas ouvidas pela rádio;
Notícias locais; e
Histórias científicas.

Para as classes mais avançadas, pode utilizar histórias tiradas de nornais. Pode utilizar recortes de jornais. Por exemplo, publicidades, histórias e reportagens podem ser utilizados como materiais de leitura. Se tiver uma duplicadora, pode fazer cópias. Se não, o livro pode ser escrito num bom papel, ou numa cartolina, e agrafado em forma de livro. Pode, brevemente, recolher um mínuto de 50 cartões de leitura ou livros para a sua aula.

Manuais. Um manual é uma parte importante que os professores podem utilizar. Todavia, deve evitar uma utilização não apropriada do manual, tal como leitura regular e memorização do texto. Esta prática pode ser desencorajadora e não inspiradora para as crianças primárias. Lembre-se que os manuais não e não podem substituí-lo enquanto professor.

SUGESTÕES PRÁTICAS: Algumas formas de Utilizar o Manual:
  Um bom manual dar-lhe-á uma cobertura lógica do conhecimento e das capacidades que devem ser ensinadas e aprendidas, para poder utilizar isso a fim de garantir uma cobertura minuciosa das áreas. Utilize o manual como um livro de referência e como um guião para verificar se terá coberto a área de forma adequada.
Tome alguns dos exemplos e exercícios do manual e aplique-os às condições locais. Por exemplo, se estiver a fazer fracções, como é que isso podia ser utilizado na família e na comunidade? O que é dividido na família (Alimentos? Dinheiro? Terras?) Se a história for sobre a família, permita que as crianças falem sobre as suas famílias. Se a história for sobre animais, as crianças devem falar sobre os animais das suas casas e dos seus campos.
Faça alguns dos exercícios de um livro oralmente e, em seguida, seleccione algumas crianças para escrever essas histórias no quadro.
Dramatize algumas das histórias do manual para trazê-las à vida. Isto pode ser feito através de uma narração excitante pelo professor, ou através da criação de uma encenação com as crianças. Acrescentar a música e a dança pode tornar isso mais excitante e interessante.
Utilize o manual para a revisão de capacidades que terão sido ensinadas.

Mapas. Mapas adequados são muito úteis no ensino. O atlas proporciona um esqueleto de estudo geográfico. Você, por sua vez, dá-lhe a vida. Mapas de parede são importantes instrumentos de ensino porque toda a turma pode olhar o mapa e dirigir a sua atenção a qualquer característica que desejar enfatizar. Pode desenhar os seus próprios mapas na parede se estes não estiverem disponíveis. De forma geral, mapas de parede podem incluir o continente e o seu país. Pode também querer fazer um mapa do mundo. As crianças podem fazer mapas das suas aldeias ou da sua região, o que também pode ser utilizado como mapas de parede.

Rádio e cassetes audio. Se lições radiodifundidas forem disponíveis na sua comunidade, muitas vezes a radio proporciona boas aulas suplementares ao seu ensino. O professor e os seus alunos devem estar adequadamente preparados antes do início da difusão. O trabalho de seguimento depois da lição é igualmente importante.

SUGESTÕES PRÁTICAS: Algumas formas de utilizar cassetes audio nas aulas.
  Porque as crianças gostam de aprender canções, podem ser uma boa forma de linguagem de aprendizagem, particularmente como segunda língua.
Grave a pronuncia do professor e das crianças. Isto permite que as crianças corrijam a sua pronuncia, por exemplo quando estiverem a aprender palavras como "hit", "heat" e ""hurt" em inglês.
Grave diálogos, entrevistas e debates na turma, como se fossem para radiodifusão.
Utilize declarações e histórias gravadas da rádio em lições de língua, por exemplo para a audição e a compreensão.

Modelos. Para várias disciplinas é útil utilizar modelos. Modelos simples podem ser constituídos a partir de materiais em papel, madeira, plastecina, plástico, metal, ou quaisquer outros para demonstrar esferas, figuras e volume. A plastecina é facilmente tida como material de utilização. Pode utilizá-la para fazer modelos da sua geografia, ciências, ou outras lições de arte. Vários modelos científicos podem ser feitos com latas e objectos plásticos. Por exemplo, um modelo mostrando como purificar a água pode ser feito filtros de areia, recipientes e garrafas plásticas.