| O mundo natural é rico em plantas
bem adaptadas que desenvolveram meios intrigantes de satisfazer as suas
necessidades. As plantas carnívoras dessenvolveram os mecanismos
para apanhar e digerir presas ricas em nitrogénio em ambientes privados
de nutrientes. Embora permaneçam num lugar, (folhas, flores ou frutas
que faltam num pé e se assentam directamente no caule) desenvolveram
movimento diferente do dos animais. Elas respondem a gravidade, luz e, em
alguns casos tocam em formas que promovem a sua sobrevivência. As
plantas variam muito nas formas como se reproduzem, mas muitas produzem
sementes que dispersam numa grande variedade e formas. As sementes podem
ser vistas como pacotes muito finos que a planta envia a vários sítios.
Se os sítios forem adequado para o crescimento, permitem a germinação
das sementes que crescem em plantas adultas. Algumas plantas utilizam animais
como subcontratantes para fornecer as suas sementes, tais como quando as
aves comem bagos e excretam sementes. Outras, tais como o capim, emitem
sementes através de ventos. O coco pode flutuar a sua semente para
vastas distâncias nos oceanos, colonizando ilhas de milhas de distâncias,
a partir dos seus pontos de partida.
HISTORIAL: Para compreender e admirar
como as plantas dispersam as suas sementes efectivamente, os alunos podem
construir uma "planta" que lança as suas sementes tanto
quanto possível e, em seguida, estudam as estratégias de
dispersão das várias plantas. Esta actividade motiva os
alunos a pensarem sobre as várias formas pelas quais as plantas
dispersam as suas sementes. Os alunos utilizam o seu conhecimento da Física,
Botânica, Escrita, Arte e outras disciplinas. Eles utilizam também
a sua compreensão da Mecânica. A actividade é apropriada
para uso no currículo científico da Biologia da 12ª
classe, com ajustamentos apropriados para o nível. Leva aproximadamente
cinco dias para completar a actividade (Os hábitos de trabalho
dos alunos podem ajudar a determinar o factor tempo). Esta actividade
é aberta; não existe uma resposta correcta a ser descoberta.
Os alunos trabalham aos pares para que possam comunicar com os outros
e partilhar as várias capacidades na criação de mecanismos
efectivos.
Faça esta actividade entre os princípios a miados de Outono,
altura em que várias plantas produzem sementes. Algumas plantas
comuns que se encontram em todos os Estados Unidos, que demonstram uma
variedade de mecanismos de dispersão, incluem sementes leitosas
(espécies Aclépias), cauda de gado (espécies Typha),
maça (espécies Malus), cactos (espécies Opuntia e
outras) madeira de bordo (espécies Acer), carvalho (espécie
Quercus), bardana (lappa Arctium) e semente de joia (Espécia Impatiens).
A semente de joia, que é comum em áreas húmidas baixas,
apresentam cascas de sementes. Quando exprimido cuidadosamente entre o
dedo polegar e o dedo indicador, as cascas saltam subitamente e injectam
mecanicamente a sua semente para alguma distância. As maças
e os cactos, juntamente com os vários tipos de bagos, escondem
as suas sementes dentro de uma fruta comestível. As sementes passam
pelo canal digestivo de um animal, muitas vezes, pássaros, e são
expedidas à alguma distância da planta mãe. A bardana
tem barbas espinhosas que, como Velcro, liga à peliça e
ao tecido , e dispersa sementes à medida em que movimenta. As águias
utilizam as únicas asas que se parecem com helicópeteros
aproximando-se da terra, enquanto que os carvalhos dependem dos esquilos
para enterrarem as suas glandes. As sementes da madeira de bordo e carvalho
poden ser salvas para uso repetido na sala de aulas.
MATERIAL
Fita métrica - 50 metros (164 pés)
Variedade de sementes e plantas para estudar, preferivelmente numa área
natural (descritas acima).
Área aberta tal como um campo de futebol ou parqueamento.
Sementes de girasol suficientes para cada grupo fazer quatro tentativas.
Tinta cor-de-laranja - suficiente para pintar todas as sementes do girasol.
INSTRUÇÕES DO PROFESSOR:
Descreva o projecto e diga aos alunos que o objectivo da actividade é
o de testar as suas concepções na área. Isto irá
motivá-los a aplicar toda a sua atenção quando vários
métodos de dispersão de plantas são discutidos. Grupos
diferentes podem trabalhar em problemas diferentes. Alguns alunos podem
querer testar a que ponto podem enviar uma semente única. Outros
podem querer ver quantas sementes podem enviar a uma distância mínima.
O ponto chave deste laboratório é o de os alunos compreenderem
as adaptações que as plantas utilizam para dispersarem sementes.
Abordagens nobres podem ajudar os alunos neste entendimento. Algumas plantas
compensam a fraca capacidade de dispersão, produzindo maiores quantidades
de sementes, enquanto que outras desenvolvem métodos altamente eficazes
de dispersão, ao mesmo tempo criando pequenas quantidades de sementes.
INSTRUÇÕES DO ALUNO
1. Faça com que os alunos seleccionem sementes a partir
das alistadas na secção do Historial. Dê-lhes tempo
para examinarem e trabalharem com essas plantas e para explorarem as suas
estratégias de fornecer sementes. Peça aos alunos que reportem
sobre as suas constatações em jornais. Os alunos devem partilhar
as suas ideas mutuamente e com a turma, para que possam compreender os trabalhos
dos seus colegas e deles próprios.
2. Depois de os alunos conseguirem ter um conhecimento do trabalho da
dispersão de sementes, eles podem determinar a política
da turma para a actividade. Eles devem considerar as condições
poderão afectar os seus resultados. Essas variantes incluem o seguinte:
a altura a partir da qual a semente é
lançada
a massa da semente
meios de lançamento
aerodinâmica da semente
vento
clima
medida da planta à semente dispersa
geografia
comportamento dos animais na área.
Padrões de política ajudam a fazer a actividade da melhor
forma possível. Os alunos irão sugerir várias redes
possíveis tais como a restrição das alturas das suas
plantas pata 2 metro (6,6 pés) por razões de segurança.
A semente de girasol é uma boa semente para difusão; as
amêndoas podem ser pintadas numa cor-de-laranja viva para que possa
ser de fácil identificação, depois de atiradas.
3. Os alunos devem desenvolver uma rubrica de avaliação.
(O professor pode facilitar o desenho da rubrica, garantindo que os alunos
colocam ênfase sobre a comunicação, através
de jornais, utilizar capacidades de raciocínio, explicação
de e apoio às suas ideias, participação, criatividade
e conhecimento das formas reais da dispersão da semente. O rendimento
real dos dispositivos é menos importante do que a auto-confiança
que os alunos ganham a partir das actividades).
4. Depois de completados esses passos preliminares, os alunos podem conceber
e edificar os seus despositivos. Isso pode ocupar um ou dois períodos
de aulas. Qualquer outro trabalho é feito em casa ou durante o
tempo em que o professor esteja disponível. (O professor pode circular
entre os grupos, fazendo perguntas, indicando pontos interessantes e aprendendo
dos alunos. Estes devem registar e explicar as suas ideias, os seus testes
e as observações em jornais, como verdadeiros cientistas
fazem. Eles podem ilustrar as suas constatações com diagramas
e desenhos.
5. Para ajudar a desenvolver a capacidade de comunicação,
os alunos devem descrever os seus projectos perante a turma antes de sairem
para testá-los. (O professor pode perguntar aos alunos sobre as
suas estimativas das distâncias q ue os seus dispositivos irão
lançar a semente, que mecanismo é que escolheram e como
a planta poderá utilizar este mecanismo. Alguns alunos irão
basear os seus desenhos na natureza; outros irão desenhar mecanismos
reduzidos que não poderão ser encontrados num meio mais
estranho. Permita um período de perguntas e respostas.
6. Em seguida, a turma sai para testar os vários dispositivos.
Os alunos podem decidir quantas experiências é que cada grupo
tem direito. Utilizando uma fita métrica, os alunos designados
medem a distância percorrida a partir do ponto em que a semente
é lançada para o destino actual. A distância inteira
coberta deve ser medida, incluindo a que foi ganha (ou perdida). Os vencedores
(os alunos cujos dispositivos melhor se enquadram aos critérios
de êxito para a turma) ganham um saco de sementes de girasol que
podem plantar nos seus próprios quintal. Os alunos podem também
ser compensados na base de um génio "goofiest" ou "planta
mais susceptível".
7. Por último, os alunos devem escrever o exercício reflectido.
Eles podem avaliar os seus próprios desenhos e o dos seus colegas.
Os exercícios podem incluir características interessantes
dos engenhos e como eles emitam estratégias de planta para a descrição
de sementes. (Note: É importante manter conexões com dispersão
de semente de plantas durante todo o projecto. Os alunos tendem a esquecer
as razões para a realização deste projecto na medida
em que se vêm apanhados com o que eles tentam competir. Para ajudar
a manter o foco dos alunos, o professor deve fazer-lhes perguntas sobre
como as suas estruturas são idênticas ou diferentes das plantas.
A sua redacção de jornal ajudá-los-á a se
manterem focados).
EXTENSÕES: Os alunos da escola
elementar podem criar textos catalogando uma grande variedade de plantas
e suas estratégias de reprodução. Uma turma da sexta
classe pode produzir manuais e, em seguida, partilhá-los com os
alunos da primeira classe. Os alunos mais velhos podem recolher plantas
e sementes e mostrá-los às crianças mais novas. Os
diferentes níveis podem também trabalhar juntos para conceber
os seus mecanismos.
Em cursos escolares mais avançados, os alunos podem expandir esta
actividade. Por exemplo, se os alunos estiverem interessados na física,
podem estudar aspectos da física relacionado ao mecanismo de sementes
de joia tais como, qual é a formação da casca da
semente? Qual é a rapidez da semente quando libertada? Qual é
a distância percorrida pela semente? Como é que a casca da
semente se move? Os alunos mais avançados podem calcular a velocidade
e a aceleração da sua semente projectada para determinar
que trabalho é feito pela planta.
CONCLUSÃO: Os alunos gostam
de fazer projectos abertos tais como esta actividade de dispersão
de sementes. Eles sentem-se motivados porque desenham os seus próprios
mecanismos e assumem um elevado nível de propriedade no seu trabalho.
Além disso, a actividade promove vários dos Padrões
de Ensino da Ciência (Conselho Nacional de Investigação,
1996). A actividade é baseada no inquérito porque dá
aos alunos um problema a resolver e exige que eles concebam e conduzam
uma investigação. É centrado no aluno porque requer
que o aprendiz crie as suas próprias soluções ao
problema da dispersão de sementes, ao invés de recriar as
soluções do professor.
O critério de avaliação para os projectos são
desenvolvidos com a contribuição do aluno e são acordados
de forma democrática. O foco sobre o raciocínio científico
é expresso através da escrita e da comunicação
oral e na aplicação do conhecimento angariado através
da observação. A actividade pode ser facilmente adaptada
para responder aos padrões nacionais próprios ao grupo etário
para a actividade.
RECURSOS DOS ALUNOS: Bix, C. 1982.
How seeds travel. Minneapolis: Lerner. Caduto, M., and J. Bruchac. 1994.
Keepers of life: Discovering plants trough Native American stories and
earth activities for children. Golden, Colo.: Fulcrum. Hunken, J. 1994.
Ecology for all ages: Discovering nature through activities for children
and adults. Old Saybrook, Conn.: Blobe Pequot. Katz, A. 1986. Naturewatch:
Exploring nature with your children. Reading, Mass.: Addison-Wesley. Lauber,
P. 1981. Seeds, pop, stick, glide. New York: Crown.
REFERÊNCIA: National Research
Board. National Science Education Standards. Washington, D.C.: National
Academy Press.
AUTOR: DOUGLAS J. BUEGE
Douglas J. Buege é professor de formação na Universidade
de Wisconsin, Escola da Educação, Madison, Wisconsin. Um
antigo professor de Filosofia, ele é certificado para ensinar a
filosofia e biologia no ensino secundário. Ele interessa-se na
concepção de currículos que exploram a filosofia
e a história da ciência na aula de biologia. Exemplo de casca
de semente leitosa. Engenho pronto para lançar a sua semente.
FONTE: Actividades da Ciência
35 no4 10-12 Inverno de 99. O publicador da revista é detentor
dos direitos de propriedade deste artigo e o mesmo é produzido
com autorização.
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