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Rede da Ciência: Morcegos,
Pássaros e Árvores
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| Abstractos
Fazendo uma ligação electrónica, dúzias de escolas
elementares de New Hampshire estão a permitir as crianças
explorarem questões ecológicas da forma como a ciência
real o faz. Ao pôr do sol, uma menina de 8 anos de idade está de pé no meio do seu quintal, com os seus braços estendidos em forma de v. Ela está a apontar o número de morcegos que passam por ela dentro de um certo período de tempo. Regista a sua contagem, bem como a temperatura do ar e a estimada velocidade do vento. Na manhã seguinte, ela informa as suas constatações juntamente com as dos seus colegas de turma numa rede electrónica que liga a sua sala de aulas às outras em New Hampshire do Sul. Ela e os seus colegas tentam descobrir se os morcegos vivem na região, em Setembro. Numa outra escola, embora o intervalo tivesse passado, pequenos grupos de alunos de 5ª classe permanecem no pátio. Aí eles sentaram-se calados à espera do regresso de passarinhos perturbados pelo barulho e pelas correrias dos seus colegas de turma. As crianças contam os passarinhos que vêm dentro de um período específico e anotam as suas espécies. A sua investigação e as dos alunos com quem estão relacionados ajudá-los-á a aprender sobre as espécies dos pássaros nativos da New Hampshire e quão bem o meio ambiente suporta as mesmas espécies. Crianças mais novas estão também a realizar investigação.
Mesmo depois de as neves do inverno terem desaparecido, os alunos da segunda
classe, armados com fitas métricas, correm entre as árvores
em volta da escola. Eles medem o diâmetro das árvores, da
mesma forma que fizeram nas proximidades das suas escolas. Os seus dados
ajudá-los-á a determinar a idade das florestas da New Hampshire. A rede de morcegos, criada em 1994, foi a primeira. Ela foi concebida
por um grupo de professores sob os auspícios do projecto RISE,
financiada por uma Concessão Nacional de Estímulos de Professores
de Fundação da Ciência. O projecto envolve 32 escolas
K - 8 nos 12 consórcios distritais - conhecido como Southeastern
Regional Education Service Center. Durante três verões, os
consultores do Projecto RISE ofereceram-nos conhecimentos do conteúdo
da ciência, formação de currículo nacional,
informação sobre esforços de reforma e oficinas em
práticas como modelo de turma, tal como aprendizagem cooperativa.
Por último, durante o inverno de 1994, eles formaram 8 professores
na aplicação da tecnologia na sala de aulas, e esses professores
criaram a rede do morcego. Ao classificar este projecto, nós acordamos
que deve satisfazer os seguintes critérios: Ser extremamente interessante tanto para
os professores, como para os alunos; Candace Julyan, que trabalhou na confecção da Rede Infantil da Sociedade Geográfica Nacional e Karl Haven, o nosso perito em tecnologia, ajudaram-nos a responder essas perguntas. Eles ajudaram-nos a conceber experiências educacionais que fundiam a tecnologia e a ciência de forma tal que fosse significativa e realista para os nossos alunos. Nós aconselhamos dois programas de recolha e telecomunicações de dado (Rede de Pássaros e Rede de Árvores) para desenvolver alguns protocolos para o futuro, tanto para novos participantes como para novos projectos. Portanto, porque é que concluímos que a ciência em
rede iria melhorar o ensino e a aprendizagem? Eis as razões. Faz com que os tópicos da ciência sejam mais realistas. À medida em que vão explorando fenómenos naturais, as crianças trabalham da forma como fazem os cientistas com os colegas, dados reais, fontes primárias e materiais físicos. Proporciona uma mediação tanto para partilha de dados como para perguntas que as crianças fazem. Esses projectos ligam o trabalho da sala de aulas com o mundo real da ciência, à medida em que as crianças utilizam e-mail para inter-agir não só um com o outro, mas também com agências do meio ambiente e governamentais. Ao explorar o significado dos seus dados, os alunos colocam aos peritos perguntas que os cientistas fazem. Conexões com agências ambientais e governamentais apropriados são apenas notas de chave. Os alunos fazem contribuições válidas à investigação científica e a sua noção de investigação amplia-se. Cada um destes três projectos podiam ser feitos por um único professor com uma turma, mas um tal modelo podia minar a validade dos dados. Quando várias salas de aulas são ligadas, o maior modelo de dados dá uma imagem mais realista, por exemplo, a população de morcegos. Os alunos aprendem que dados levam a hipóteses.
Para responder a uma pergunta científica, eles recolhem informações,
analisam-nas e as sintetizam e, em seguida, vão partilhá-las
electronicamente com outras turmas e grupos interessados por toda a região.
Através do e-mail, eles enviam e recebem, recolhem dados sobre
o tempo e as condições meteorológicas. Eles aprendem
sobre diferentes áreas - geografia, população, indústria,
números e tipos de avenidas, vegetação e organismos
da água. Depois de os alunos terem classificado e analisado os
dados a partir de todos os participantes, eles procuram padrões
e tendência, e enviam as suas constatações e conclusões
a todos os outros participantes. Os alunos aprendem que a ciência realmente envolve perguntas, não respostas, e que podem haver várias respostas a uma única pergunta. Eles. como os seus professores, determinam inquérito e experiências adicionais. Os alunos utilizam a tecnologia em todas as áreas curriculares. Embora centrados na ciência, esses projectos alistam instrumentos de estudos sociais, matemática e arte linguística. Este processo oferece várias oportunidades
para diálogos entre os alunos e entre os professores e os alunos,
bem como ocasiões para determinar quão bem os alunos terão
entendido os conceitos essenciais. LIGAR DISCIPLINAS: Ao trabalhar nesses projectos, os meus alunos da terceira classe na Escola Memorial da Bedford progrediram não só na recolha e análise de dados científicos, como também na geografia, leitura, escrita (cartas e relatórios), e na matemática (multiplicação, medidas decimais e fracções). Eles adquiriram conhecimentos na medição, na utilização de modelos, na leitura de mapas e em gráficos, e aprenderam sobre a temperatura e a causa e o efeito. Na rede de morcegos, por exemplo, eles olharam para mapas de cidades, cujos alunos correspondiam conosco, para descobrir se certas características geográficas podiam responder a uma contagem mais alta ou mais baixa de morcegos. Os meus alunos correlacionaram também dados por todas as cidades com o número de investigadores e criaram o índice de Localizador Por Morcego (LPM - BPS) para comparar mais correctamente as populações de morcegos. Isto instou a criação de uma lista de variantes que podiam justificar anomalias nas contagens. Porque os meus alunos da terceira classe tinham que transmitir os dados
por vias de computador, tinham que sintetizar as suas constatações
- totalizando as contagens dos morcegos, convertendo Fahrenheit a Celsius,
e fazendo uma média das temperaturas e da velocidade do vento.
Estas capacidades muitas vezes excedem o nível do seu currículo,
mas eram necessários para o projecto. As criança tinham
também que tratar de dados em excesso sempre que entrassem as constatações
das suas turmas parceiras, e tinham que encontrar uma forma para organizar
os dados. Além disso, enfrentavam problemas técnicos, tais
como a interferência do fogo com transmissões e redes. Mas
esses problemas apenas sublinhavam a realidade da vida enquanto cientista. NÃO APENAS UMA BRINCADEIRA DE CRIANÇAS: Os alunos recolheram dados sobre morcegos para determinar a saúde do meio ambiente em parte do nosso estado. Os dados podem ser a base para outras decisões que afectam a vida animal, recursos naturais e humanos. À medida em que iam partilhando informações com outras turmas e agências ambientais, eles reconheceram que não só era importante ver quaisquer morcegos, como ver alguns - uma lição na importância da integridade de dados. Ao contar aves ou outras populações, eles podiam examinar
as repercussões de inter-acções humanas com o meio
ambiente. Uma espécie declinante pode indicar um poluente na alimentação
que impede a reprodução. Os morcegos, por exemplo, alimentam-se
de alguns insectos que crescem em poços afectados por chuvas ácidas
e sal. Quanto tempo leva o poço antes de não poder mais
suportar a vida de insectos e, desta forma, tem um impacto sobre a sobrevivência
das colónias dos morcegos? A exploração de árvores diferentes numa área traz ao de leve perguntas sobre como essas árvores se compatibilizam no meio ambiente; porque é que certos tipos são encontrados e não numa outra; porque é que uma árvore tem folhas e a outra não tem; e que tipo de molde de ramos ou sistema de raízes tem a ver com o meio ambiente ou o clima. Como monitor de salas de aula envolvido nos projectos de Rede de Pássaros e Rede de Árvores, eu constatei que os alunos que fazem perguntas sobre se a humidade do solo é um factor no tamanho da árvore, ou se cresce mais rápido do que outras árvores. Os alunos lançaram as suas contagens nos mapas e perguntaram-se sobre a conexão entre a disponibilidade de alimentos e a população. A ciência em rede ampliou a visão dessas crianças quanto à ciência, tecnologia e o mundo. As telecomunicações deu-lhes uma oportunidade para aprenderem sobre a ciência, tornando-os activos cientistas na investigação e discutindo as vias como as telecomunicações se tornaram num instrumento importante para os cientistas. Para além disso, as telecomunicações ajudaram essas crianças a começarem a compreender que são parte de uma comunidade mais ampla e que as suas acções surtem um impacto significativo para além das suas salas de aula e suas cidades. Antes de poderem transmitir os seus dados, os alunos da terceira classe
tinham que sintetizar as suas constatações, a sua contagem
total dos morcegos, converter Fahrenheit à Celsius, e a média
das temperaturas, bem como a velocidade do vento. AUTOR: Diane Lonergan. FONTE: Liderança Educacional
v55 p34-6, Novembro/97: o publicador da revista é detentor dos
direitos de propriedade deste artigo, WBN: 9730503461008. e o mesmo é
produzido com permissão. |