Guia Prático à Educação: Capítulo 7
COMO FAZER UM PLANO DE LIÇÃO E AVALIAR OS RESULTADOS DA APRENDIZAGEM
O ensino nas escolas acontece na forma de lições. As lições são baseadas em metas da aula e objectivos que os aprendizes deverão realizar até ao fim de uma lição. Depois de o professor estabelecer as metas e os objectivos, deve conceber um plano de lição para ensinar esses objectivos. Este capítulo proporciona directrizes para o desenvolvimento de planos de lição e inclui modelos de planos de lição para cada disciplina.

Metas são normalmente conceitos amplos, tais como "os alunos devem conhecer a geografia do seu país". Objectivos são mais específicos. Estes reflectem novas informações ou abilidades que deverá de facto ensinar. Podem haver vários objectivos e lições em torno de uma meta única. Por exemplo, um objectivo para a meta acima pode ser: "no fim desta lição os alunos devem ser capazes de saber de todas as principais cidades do seu país". Os professores podem utilizar objectivos para organizar as suas aulas e turmas, e determinar se um aluno terá realmente aprendido a informação. Os alunos podem ser testados em termos do seu conhecimento em relação aos objectivos.

Um plano de lição serve de guião para o professor. É um programa de ensino que é organizado de acordo com os objectivos. É importante que os seus objectivos sejam muito claros, para que seja mais fácil verificar se os alunos terão aprendido o que tencionava que eles aprendessem. Lições minuciosamente planificadas ajudarão a garantir a continuidade e o progresso da aprendizagem. O professor deve iniciar qualquer lição com um período muito curto de perguntas para os alunos a fim de verificar o que sabem sobre um novo assunto, ou se se lembram de uma lição anterior. Lembre-se de verificar fazendo perguntas às pessoas individuais, sem permitir que a resposta de um aluno represente a turma inteira. Depois de alguns minutos de pergunta, o professor deve iniciar a porção do ensino da lição, dando-lhes novas informações ou mostrando-lhes como aplicar uma nova abilidade.

7.1. Fazer um Plano de Lição: Toda a lição deve ser planificada antes de o professor começar a ensiná-la. É sempre uma ideia óptima escrever o plano antes de começar a lição. Há várias partes básicas num plano de lição, embora possam existir várias formas de escrevê-las. O quadro que se segue aprensenta partes básicas do plano de uma lição e proporciona sugestões práticas para o desenvolvimento de um compreensivo plano de lição.

PARTES DO PLANO
DE UMA LIÇÃO
ALGUMAS SUGESTÕES PARA
PLANIFICAÇÃO
Objectivos
 
Conteúdo
 
Tempo
 
 
 
Método e/ou actividade de ensino
 
 
Materiais didácticos
 
Avaliação
 
Comentários


Definir claramente os objectivos no início do plano

O que é que os alunos já sabem? O que é que eu lhes vou
ensinar?
Quanto tempo dura a lição? Quanto tempo levará cada
actividade? Como é que começo a lição? Como a termino?
Nota sobre o tempo: O professor deve começar e parar a
lição de forma clara. O profesor não deve simplesmente
esperar que os alunos estejam atentos, mas sim chamar a
atenção dos alunos para a racionalização do tempo. Lembre-se de incluir o tempo da preparação (por ex. quando estiver a dar um texto, alguns minutos antes e depois são necessários para distribuí-lo e recolhê-lo) no plano.
Que tipo de métodos/actividades de ensino irei utilizar? O
que é que os alunos irão fazer? Como fazer com que os
alunos participem?
 
O que é que realmente existe? (por ex. quadro)? O que é necessário (por ex. uma corda, areia, varras, folhas)?
 
Como é que verifico o que já foi aprendido e o que ainda
deve ser aprendido?
 
Deve haver espaço, depois do plano de lição, para o pro-fessor registar os êxistos e as dificuldades nas aulas.
 
 
 
7.2. Avaliação: O que é, Porque é que é feito, Como é feito
O que é avaliação? O ensino é um processo de mudança. Medir o nível de Mudança chama-se "avaliação", e é uma parte essencial do processo de ensino da aprendizagem. Este exercício procura avaliar tanto o conhecimento recém adquirido, como a eficácia do ensino. A avaliação é crítica na forma como os alunos encaram a sua experiência educacional e a sua realização; às escolas como guia para melhoramento; e à nação porque mede a realização educacional. A avaliação contínua é a política mais popular e efectiva utilizada hoje pelo mundo inteiro.

A avaliação contínua significa que o trabalho dos alunos é feito e classificado durante todo os período e os resultados são cuidadosamente registados. Esses resultados são depois acumulados, e apartir daí faz-se uma média para se ver a percentagem ou o total final. Os instrumentos de avaliação variam-se; os mais frequentementes utilizados incluem o seguinte:

Teste (escrito ou oral): Instrumento criado pelo professor para observar ou classificar os alunos. Os testes normalmente medem (1) o nível do conhecimento do aluno; (2) a qualidade do conhecimento do aluno; (3) se o aluno terá aprendido o que foi ensinado e/ou (4) se o aluno tem conhecimento suficiente para justificar promoção para o nível seguinte.

Teste diagnóstico: feito para descobrir o que sabe o aluno antes de começar qualquer ensino.

Exame: Normalmente este é um tipo sério de teste que é utilizado para seleccionar ou certificar.

Outras técnicas de avaliação: Observação formal e informal de alunos, projectos em grupo, trabalho de casa, escrita criativa, apresentação de projectos, etc.

A avaliação de alunos deve ser aberta a estes e aos seus pais ou tutores. Muitas vezes, os resultados são confidencialmente conservados. O professor pode conceber o seu próprio sistema de teste, e um programa regular é recomendado (i.e. uma vez por semana, ou uma vez de três em três semanas). Todavia, um professor deve ter o cuidado de não passar todo o tempo a fazer teste!

O que é que avaliamos?
Medir o progresso dos aprendizes: O professor sempre espera que tudo o que ensinou tenha sido aprendido. Todavia, apenas uma proporção é que foi aprendida e nem todos os membros da turma aprenderam as mesmas coisas. Os seus resultados de teste irão mostrá-lo o que foi ou não aprendido, e quem aprendeu o quê.

Descobrir quão profundamente os alunos conhecem a matéria: Em alguns casos, o simples facto de ser capaz de repetir informação (i. e., escrever letras maiúsculas) é suficiente. Todavia, noutros casos, quererá saber se os alunos podem aplicar o conhecimento (i.e., utilizando devidamente as letras maiúsculas numa dissertação).

Saber quantos e que alunos aprenderam a matéria: Isto irá permití-lo identificar quem necessita de ajuda extra e que tipo de ajuda é exactamente necessária. Para motivar os alunos, testes podem obrigá-los a se sérios, ou podem encará-los como um exercício divertido. De qualquer forma, os alunos devem ter o desejo de fazer um bom rendimento.

Mostrar ao professor o que ensinar em seguida: Os testes mostram ao professor o que os alunos já sabem e, por conseguinte, podem emendar o seu programa de ensino outra vez, ou passar para um segmento seguinte.

Avaliar a eficácia do professor: Os testes devem mostrar ao professor as áreas em que ele não foi claro ou onde ele foi particularmente frutífero.

Como testar?
Instruções: Em primeiro lugar, as instruções devem ser muito claras para os alunos, e devem ser apresentadas logo no princípio do teste. Por exemplo:

Preencha a resposta no espaço em branco. Não irá perder valores por palavras mal soletradas. Ou, irá perder valores por erros na gramática, ortografia ou pontuação, ou se a pessoa que estiver a corrigir não poder ler a sua resposta.

Há vários tipos de testes e instrumento de avaliação. Alguns são a seguir explicados.

Perguntas objectivas. Numa pergunta objectiva apenas existe uma única resposta. Seguem-se quatro formatos possíveis de perguntas objectivas:

Preencha o espaço em branco: Delhi é a capital de ________.
Escreva a resposta no espaço proporcionado: Que país tem Delhi como capital? __________
Escreva a forma correcta do verbo: Óntem eu (ir) à casa às 19 horas.

Perguntas de múltipla escolha. Este é um tipo comum de teste objectivo e pode ser utilizado para testar a maior parte do conhecimento (excepto escrever exercícios). Por exemplo:
Delhi é a capital de ....... a) India; b) Espanha; c) India; d) Espanha ou
Delhi é a capital de ....... a) India; b) Espanha; c) Malawi; d) China.

Tente variar a localização da resposta correcta. Por exemplo, tente evitar ter a escolha de resposta correcta sempre como a) ou d).

Perguntas subjectivas. Uma pergunta subjectiva requer que o classificador utilize o seu próprio julgamento quanto à correcção da resposta. Exercícios, resumos e explicações são todos testes subjectivos. Teoricamente, testes subjectivos devem ser tão fiáveis quanto os testes objectivos; todavia, nós reconhecemos que vários professores podem classificar a mesma resposta de forma diferente. Com efeito, é importante classificar "objectivamente" tanto quanto possível. Uma forma de fazer isso é dividir a pergunta em secções e atribuir valores para cada secção. É uma boa ideia dizer aos alunos como os valores estão a ser distribuidos. Por exemplo: descrever o seu melhor amigo (20 valores, total). Diga como se encontraram (3), o que gostam um do outro (5), o que fazem juntos (5), e mencione qualquer outra coisa que seja interessante (7).

SUGESTÕES PRÁTICAS: Redacções podem ser muito cansativas e consomem muito tempo a classificar. Um professor pode querer criar um sistema pelo qual, embora os alunos possam escrever uma redacção por semana, o professor lê a redacção inteira numa base rotativa. Os alunos sabem que o professor vai ler toda a sua redacção daqui a algumas semanas, mas eles não saberão quando ele irá fazer isso exactamente. Isso permite oportunidade para a máxima redacção por parte do aluno, sem que o professor tenha que se extenuar.

Depois do teste! É aconselhável devolver ao aluno um trabalho totalmente classificado. Todavia, se isso não for possível, o teste deve ser devolvido ao aluno com uma nota final. Quando estiver a devolver os exercícios, deve fazer uma revisão dos mesmos, explicando porque é que as respostas correctas são as marcadas correctas, e chamando atenção para erros cometidos com frequência. É também aconselhável felicitar o aluno com respostas correctas, tendo o cuidado de felicitar tantos quantos possíveis, mesmo os que são mais fracos.

Como classificar testes: Todo o exercício deve ser avaliado e dado uma classificação. Os testes podem ser classificados e resumidos de várias formas.

Números: A forma mais clara de classificar é atribuir às perguntas valores numéricos, e os alunos podem adquirir tempo, respondendo correctamente as perguntas. No fim do ano (ou de uma série de aulas) os alunos com o maior número de pontos, trabalharam muito bem, enquanto que os que angariaram podem precisar de repetir as lições ou podem necessitar de ajuda extra. Um exemplo de como classificar um exercício é o seguinte:

Redacção 1
Pontos
Possíveis
Pontos
Atribuídos
A introdução contém a principal ideia 5  
Contém pelo menos cinco informações 5  
Bem organizada 3  
Ortografia e pontuação (menos do que cinco erros) 3  
Contém declaração concludente 3  
Caligrafia legível 1  

Desta forma, o professor estabeleceu um sistema de pontuação, onde a meta dos alunos é de obter todos 20 pontos.

Símbolos: Uma outra forma de avaliar é dar um dos seguintes três símbolos, tais como uma cara contente (para trabalho excelente/bom), uma cara passiva (para trabalho razoável), e uma cara triste (para trabalho fraco/inaceitável).

Letras: A classificação por letra é também efectiva, particularmente em redacções, trabalho em grupo ou gestão geral da turma. Seguem-se dois exemplos de como um professor pode fazer classificação de letra para actividades escolares gerais, seguir uma escala de A - NA, onde:

A = Excelente, o valor mais alto
B = Bom, melhor do que a maior parte dos outros alunos
C = Suficiente, aceitável, mas precisa de melhoramento;
D = Fraco, simplesmente suficiente para permanecer na turma
NA= Não aceitável, o trabalho deve ser repetido

Participação, atraso: (Cada professor deve decidir no número apropriado de ausências). O aluno está em falta na escola ...
A Nenhuma até 3
B 4-10
C 11-20
D 21-30
NA NA - mais do que 30

Trabalhar com os outros: O aluno é um líder, apoia os outros, ou ajuda os outros...
A Quase sempre
B A maior parte do tempo
C Algumas vezes sim, outras vezes não
D Precisa de melhoramento
NA Não aceitável

7.3: Tipo de Planos de Lição

Primeira Classe: LÍNGUA: Imagens misteriosas
Propósito: Muitas crianças têm dificuldades em dar ou seguir instruções verbais de forma correcta. O propósito desta aula é o de encorajar os alunos a focarem na importância de comunicação oral clara.

Objectivos: 1. Os alunos irão distinguir entre palavras/frases que ajudam a esclarecer a comunicação e as que impedem esta comunicação. 2. Os alunos irão praticar a dar direcções orais claras e serão capazes de ver os resultados produzidos pelos alunos que seguem as suas instruções.

Actividades: 1. Dar um lápis e duas folhas de papel branco a cada criança. Ler as instruções seguintes em voz alta, fazendo pausa uma após outra. Peça que os alunos desenhem a "imagem secreta" na sua folha de papel, seguindo as instruções o mais cautelosamente possível. PODEM ATÉ NÃO FAZER QUAISQUER PERGUNTAS. NENHUM PROFESSOR DEVE FAZER GESTOS. AS CRIANÇAS DEVEM SIMPLESMENTE DESENHAR A SUA INTERPRETAÇÃO DAS INSTRUÇÕES
Desenhe uma linha curta.
Desenhe uma outra linha que toca a primeira linha desenhada.
Coloque o seu lápis no outro canto da segunda linha e desenhe metade de um círculo.

2. Depois de as crianças terminarem, cole os desenhos numa metade do quadro. Discuta as diferenças entre os desenhos apresentados. Pergunte "que perguntas queria fazer, à medida em que vamos desenvolver esta actividade?" (i.e., Qual seria o comprimento da linha? A linha devia ser horizontal, vertical ou diagonal? As linhas deviam ser rectas?) NÃO MOSTRE O DESENHO "REAL" OU NÃO DÊ QUAISQUER DICAS.

3. Pergunte "que palavras ou frases podia eu ter utilizado para ajudá-lo a fazer um desenho mais correcto?" Escreva as sugestões no quadro. (i.e., recto, 1 "longo, horizontal, fim à direita, médio, etc.). NÃO MOSTRE A IMAGEM "REAL" NEM DÊ QUAISQUER DICAS SOBRE A MESMA.

4. Agradeça aos alunos pela sua ajuda no esclarecimento da sua linguagem. Peça-os para voltarem a tentar. Prometa-os que irá utilizar linguagem clara durante as aulas.

5. Faça com que os alunos sigam as suas instruções mais uma vez. Modifique as suas instruções por forma a torná-las mais claras para os alunos.

6. Peça que os alunos mostrem os seus segundos desenhos na outra metade do quadro. Mostre-os o seu desenho do número 5. (a maior parte dos desenhos deve ser idêntica. Discuta porque é que a segunda série dos desenhos é mais similar do que a primeira. (É mais fácil transmitir a sua mensagem se utilizar linguagem clara e específica).

7. Distribua mais quadro ou cinco folhas de papel a cada criança. Faça com que as crianças peguem, uma de cada vez, uma "figura misteriosa" do montão. Tendo o cuidado de não mostrar o desenho à turma, a criança deve dar instruções verbais para o desenho que fez. As instruções de leitura aos alunos PODEM NÃO dizer os nomes das letras ou formas geométricas. A turma segue instruções, sem fazer perguntas.

8. Coloque os desenhos no quadro e compare-os com o desenho "real".

Tempo: 30 - 40 minutos.

Materiais: Quadro, giz, papel branco, lápis, "Imagem Misteriosa", cartões (5 - 10 cartões com um simples desenho geométrico, ou uma letra maiúscula desenhada em cada cartão, para que os desenhos não sejam vistos do outro lado).

De: gopher://ericir.syr.edu:70/00/Lesson/Subject/Language.Arts/ceclang.46


Segunda Classe: MATEMÁTICA: Relações e Gráficos

Objectivo: Até ao fim da lição, as crianças devem compreender os ceitos de maior do que, menor do que e igual a. Irão também praticar fazer e utilizar um gráfico para medir quantidades.

Métodos e Actividades de Ensino
1. Divida a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos cada. Diga aos alunos para desenharem linhas numa grande folha de papel , formando uma grelha. Cada quadrado da grelha deve ser suficientemente largo para conter uma letra, ou um algarismo, e deverão haver pelo menos 15 quadrados horizontais e 15 verticais. Cada aluno pode desenhar a sua própria grelha, mas apenas um de cada grupo é necessário para este exercício. Talvez os outros pudessem ser guardados e utilizados numa outra lição.

2. Cada membro do grupo deve escrever o seu nome, bem como um nome de um amigo no papel, com uma letra em cada quadrado. Deve haver um total de 8 a 10 nomes em cada quadrado da grelha.

3. Faça com que os alunos se refiram aos nomes da grelha no papel para responder a estas perguntas:
  Quem tem o nome mais comprido?
Quem tem o nome mais curto?
Pode encontrar alguém que tenha um nome com o mesmo número de letras que o seu?
Pode descobrir alguém cujo nome tem uma letra a mais (ou a menos) do que o seu nome?

4. Organize os nomes no quadro em algum tipo de gráfico. Sugira os nomes no gráfico segundo o seu comprimento. Faça aos alunos perguntas tais como:
  Qual é o comprimento do nome mais popular?
[preencha o nome] não esteve presente hoje. Onde devia ser colocado o seu nome no gráfico?
Pode pensar em alguém com um nome mais curto do que [preencha o nome]?

Tempo: 30 - 40 minutos.

Materiais: Papel, lápis, margens estreitas (régua ou margem de um livro).

De: Mack, Nancy. Bosnia Project: Elementary Mathematics Module: Patterns, Ralationships, & Number Sense. University of Pittsburgh.

Segunda Classe - ESTUDOS SOCIAIS: Contar histórias
Objectivo: Até ao fim da lição, as crianças devem compreender que as histórias têm um princípio, um meio e um fim. Por vezes, podem ter uma moral, ou uma lição, ou um conflito. Os alunos devem ser encorajados a identificar partes da história, e os professores podem sugerir um exercício criativo pelo qual as crianças inventam o fim da história. Os alunos devem praticar abilidades de audição, discutindo a história, ou mesmo tentando voltar a contá-la depois de a mesma lhes ser lida.

Métodos e actividades de ensino: O Professor conta uma história e as crianças ouvem. Discussão em grupo, análise de elementos da história (drama, personagens, princípio, fim, conflito, etc.).

1. O professor lê uma história às crianças, por exemplo: O Sábio e o Elefante. Uma vez haviam cinco sábios que viviam juntos numa pequena vila. Os cinco sábios eram cegos. Um certo dia,um elefante veio à vila. Os cinco sábios queriam ver o elefante, mas como fazer? "Eu sei", disse o primeiro. "Nós iremos sentí-lo!" "Boa ideia," disseram os outros. "Então nós vamos saber como é um elefante." Foi assim que os cinco homens foram ver o elefante. O primeiro homem tocou a grande orelha do elefante. Ele sentiu-a a mover lentamente para cima e para baixo. "O elefante é como uma ventoínha", gritou o primeiro homem. O segundo tocou as pernas do elefante. "É como uma árvore", gritou ele. "Vocês os dois estão errados", disse o terceiro homem, que estava a apalpar a cauda do elefante. "O elefante é como uma corda". Exactamente nessa altura, o quarto homem apanhou uma picada na mão, pela ... afiada do elefante. "O elefante é como uma lança", gritou ele. O quinto homem estava a pegar na tromba do elefante. "Estão todos errados", disse ele. O elefante é como uma cobra. "Não, não, como uma corda". "Cobra!" "Lança!" "Estão errados!" "Eu estou certo!" Os cinco homens cegos começaram a gritar uns aos outros durante uma hora inteira. E assim nunca poderam saber como era um elefante.

2. Em seguida, o professor começa uma discussão, pedindo as crianças que se lembrassem quantos homens sábios haviam, quantos personagens existiam (incluindo o elefante), e garante que as crianças saibam que as diferentes palavras são (elefante, lança, etc). Uma lição de vocabulário podia também ser iniciada antes de a história ser contada, para que elas pudessem saber o significado das palavras antecipadamente.

3. Nessa altura, o professor pode orientar uma discussão mais pensada, perguntando "qual era o problema?" Os alunos deviam responder que cada sábio podia ver na sua mente apenas o que a sua mão tocou. Por conseguinte, cada homem acreditava que tinha razão, e ninguém queria ouvir a opinião dos outros. "Os sábios eram realmente sábios?"

4. Para níveis avançados, o professor pode apresentar um desafio, perguntando: "Como é que os homens sábios puderiam descobrir como era realmente um elefante?" Faça com que eles reconstruam o fim na forma escrita ou oral.

Tempo: 30 - 40 minutos.

Materiais: Apenas precisa de uma história para essa lição. Não tem que ser escrita. Todavia, poderá querer escrever no quadro algumas das ideias das crianças, alistar as personagens, etc.

Primeira Classe: NUTRIÇÃO: Água potável, água suja
Metas e Objectivos: O propósito da lição é o de ajudar as crianças a reconhecerem a água potável e a água suja, e saber como obter a água potável.

Métodos e actividades de ensino:
DISCUSSÃO

1. Dispenda algum tempo a discutir a água com a turma: Donde vem a água? Para que fins a utilizamos? O que acontecerá se a água não existir?

2. Em seguida, leve a turma ao próximo passo: A água é a mesma onde quer que a encontramos? A água pode prejudicar? Onde poderíamos encontrar a melhor água? Que tipo de água devemos evitar? Podemos sempre ver que água é boa/má?

3. Apresente os seguintes factos à turma:
 

A água pode conter bactérias, vermes e outros organismos vivos que são demasiados pequenos para se observar.
Podemos contrair doenças bebendo água infectada por animais.
As crianças podem ser muito mal afectadas por água suja (diarreia, vermes, etc.).
Ferver a água pode reduzir muitos perigos.
A importância de colher água de fontes limpas.

4. Peça que as crianças pensem/discutam a seguinte pergunta: Se todos sabem que a água deve ser fervida, porque é que não o fazem?

5. As crianças podem fazer as seguintes observações: As pessoas não acreditam que podem contrair doenças a partir da água. Eu não posso dizer a minha mãe para ferver a água. Sei que não podemos obter lenha suficiente para ferver a água, etc.

ENCENAÇÃO
6. Divida a turma em grupos. Cada grupo irá preparar uma pequena encenação para demonstrar a situação discutida no ponto cinco. Peça que as crianças sugiram COMO convencer as suas mães, membros da comunidade, a mudarem o oseu comportamento.

Tempo: 30 - 40 minutos.

Materiais: Não são necessários quaisquer materiais específicos.

De: The Spark handbook: Um guide de ensino nas escolas comunitárias da Zâmbia, Zâmbia: UNICEF.

Primeira Classe - CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO HUMANOS:
Metas e Objectivos: Esta lição é utilizada como introdução ao estudo de seres vivos e inertes, através da aplicação da percepção táctica ou sentido do tacto. A lição tem como objectivo os alunos aprenderem a identificar um ou mais seres vivos e inertes, através da aplicação da percepção tangível, mais conhecido como sentido do tacto.

Método e actividades de ensino: Faça com que os alunos põem as suas mãos na caixa e que tentem descrever aos outros alunos o que estão a sentir. Esta é uma boa situação para utilizar os adjectivos e ligá-los à sua devida componente. Também uma grande oportunidade para utilizar palavras como penugem, suave, áspero, etc.

Pode também querer instruir os alunos mais velhos a sairem para o recinto da escola para encontrar uma folha, ou uma pedra, ou uma semente que condiz com o que sentem, e trazer à turma, para comparar com o que está na caixa. Isto leva à classificação e à maior utilização de palavras, tais como áspero, peludo, liso, etc.

Uma extensão desta lição seria pedir que os alunos, individualmente, tocassem e sugerissem o seu próprio sentimento em relação à caixa. Encoraje-os a apresentarem coisas difíceis para a identificação. Faça com que os alunos preparem uma lista de palavras descritivas utilizadas para identifica o objecto contido na caixa.

Deve ter-se cautela quanto aos objectos utilizados na caixa. Não deve ser utilizado nada que seja perigoso para os alunos utilizarem. Esta é uma oportunidade muito apropriada para introduzir consciência ao meio ambiente. De igual modo, nunca permita que qualquer aluno coloque um animal vivo na caixa.

ATAR TUDO JUNTO: Esta é uma experiência excelente para os alunos da segunda classe que não tenham tido muito boa classificação, mas também pode ser utilizado para alunos da quarta e quinta classes com alguma ingenuidade, e uma variedade de séries de objectos adequados para diferentes níveis.

Tempo: 30 - 40 minutos.

Materiais:
1 série de pedras com texturas diferentes.
1 série de frutas e vegetais variados.
1 série de noses tais como noses de pinha, amendoim, etc.
1 série de folhas encontradas no recinto da escola.
1 série de sementes encontradas pelos alunos.

A lista pode continuar, à medida em que vai utilizando a sua imaginação e materiais disponíveis.

De: gopher://ericir.syr.edu:70/00/Lesson/Subject/Science/Cecsci.153.


Segunda Classe - FORMAÇÃO FÍSICA: Cobra na relva
Metas e Objectivos: O objectivo principal da lição é o de ajudar os alunos a desenvolverem mobilidade básica e rapidez.

Métodos e actividades de ensino: O jogo é feito numa metade de um campo de basketebol. A linha divisória serve de fronteira. Uma pessoa deita-se na linha de lance livre. Esta pessoa é a cobra. O resto da turma entra no círculo com a cobra e deve tocá-la com um dedo. Quando gritar COBRA NA RELVA, todos eles saltam afastando-se da cobra e correm em volta. A cobra deve continuar com o estâmago no chão à medida em que vai rastejando. A cobra está a tentar apanhar os fugitivos. Se um fugitivo for apanhado, ou ultrapassar as fronteiras, ele também torna-se cobra. O jogo continua até que haja apenas um fugitivo. Se os fugitivos ao tentarem saltar a cobra, pisarem nela, também passam a ser cobra. Este jogo torna-se realmente interessante, à medida em que o número de cobras vai aumentando. Os fugitivos devem realmente ser rápidos no fim do jogo para que não sejam apanhados.

Tempo: 30 - 40 minutos.

Materiais: Não é necessário qualquer material específico.


Terceira Classe - SEGURANÇA E PRIMEIROS SOCORROS: Regras de segurança em situações de emergências
Metas e Objectivos: Os objectivos desta lição são:
  Identificar diferentes tipos de emergências;
Definir diferentes regras de segurança para situações de emergência.

Métodos e actividades de ensino:
1. Encorajar as crianças a designarem ou descreverem tantas situações de emergência diferentes quanto possíveis (tais como cheias, terramotos, ciclones, furacão, explosão, etc.). Registar as suas ideias no quadro ou numa grande cartolina.

2. Escolha uma das sugestões, por exemplo, a explosão. Descreva-a no centro de um círculo. Peça que os alunos imaginem-se a ir à escola num dia de explosão. Escreva as respostas das crianças fora do círculo (ou desenhe-as) e em seguida, ligue-as ao círculo com linhas rectas.

3. Divida a turma em várias equipas, cada uma das quais sendo responsável pelo pensamento de regras de senso comum para um tipo de emergências. Garanta que as crianças compreendam que as suas regras de senso comum devem incluir regras de segurança.

4. As equipas devem fazer uma reflexão durante um certo período de tempo. Em seguida, num quadro, ou num cartaz, registe (ou peça que haja um aluno voluntário para registar) as regras de senso comum para cada tipo de emergência.

5. Encoraje os membros da equipa a fazerem desenhos de regras de segurança para os seus cartazes. Ou então, eles podem desenhar as suas próprias imagens numa situação de emergência. Acrescente as imagens ao cartaz.

OPÇÕES DE ENSINO: Envolva membros da família no desenvolvimento de regras de segurança para diferentes tipos de emergências. Divida a folha de papel em quadrados e aliste cada série de regras sob um título descritivo. Deixe espaço para os pais, ou outros membros da família, acrescentarem as suas sugestões, se possível.

Refira-se aos cartazes à medida em cada tipo de emergência ocorre. Encoraje as crianças a reavaliarem as regras e emendá-las sempre que necessário.

Caso as crianças ficarem alarmadas depois de ouvirem previsões de emergências, (tais como tempestades, terramotos, minas anti-pessoal, etc.). Lembre-os das suas regras de segurança e sublinhe que há formas para se protegerem em certas situações de emergência.

Tempo: 30 - 40 minutos.

Terceira Classe: CIÊNCIAS: Descobrir a Volta da Terra en torno do Sol
Finalidade: A revolução da terra em torno do sol é um fenómeno que é difícil para os alunos compreenderem correctamente. A lição que se segue irá ajudá-los a compreenderem mais plenamente o relacionamento do nosso planete com o sol.

Os alunos irão observar o seguinte quanto às sombras:
1. O comprimento da sombra muda de dia para dia, semana a semana.
2. O ângulo dos raios solares em relação à terra muda de dia para dia, semana a semana.

Métodos e actividades de ensino: Dentro das instalações da escola, descubra uma sombra feita a partir de um poste de luz, uma árvore, ou qualquer outro objecto. Faça com que os alunos observem o comprimento e a posição da sombra. Eles podem, em seguida, fazer previsões sobre quaisquer mudanças que ocorrem no comprimento e na direcção da sombra ao longo do dia. Permita que os alunos observem a sombra durante o dia inteiro. Os alunos devem, em seguida, fazer previsões sobre o comprimento da sombra e o ângulo do raio em relação à terra, se esta for medida na mesma altura, todos os dias. Os alunos devem, então, medida a sombra cada dia e fazer um gráfico dos resultados. (12:00 horas´, ou seja meio dia, é uma hora ideal).

No dim de cada semana, veja qual é a média do comprimento da som e o ângulo dos raiso solares em relação àquela. Os alunos irão ver uma mudança no comprimento da sombra e no ângulo dos raios solares.

LIGAR TUDO JUNTO: Os alunos devem concluir, a partir dos seus dados, que a posição da terra em relação ao sol, muda de acordo com as épocas. Deste modo, na primavera a sombra mostrará que o ângulo entre os raios e a terra cresceu mais e o sol é mais directamente focalizado, produzindo assim, temperaturas mais quentes.

Tempo: 30 - 40 minutos.

Materiais: Não é necessário qualquer material específico.

De: gopher://ericir.syr.edu:70/00/Lesson/Subject/Science/Cecsci.154.